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terça-feira, janeiro 25, 2022
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Grupo de teatro de rua de Florianópolis vai a Nova York aprimorar performance política

Grupo de teatro de rua de Florianópolis vai a Nova York aprimorar performance política

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O ERRO Grupo de teatro de rua, de Florianópolis, desembarca nos Estados Unidos onde, a partir da próxima semana, empreenderá uma agenda de residências, pesquisas e orientações no Hemispheric Institute of Performance and Politics, em Nova York. No dia 29, o ERRO marcará presença no Festival Pen World Voices para apresentar a performance ainda inédita A NY Body. Esta é a quarta investida do grupo nesse país (terceira em NY e uma em Austin em 2007) e a viagem integra o calendário de atividades do projeto Persistência: atividades de fomento local e manutenção, que foi contemplado pelo Prêmio Catarinense de Teatro – Edital Elisabete Anderle de Incentivo à Cultura 2014.

O grupo permanecerá em Nova York irá até o dia 8 de maio. O diretor e dramaturgo Pedro Bennaton adianta que o objetivo da residência no Hemispheric Institute é “debruçar-se sobre um dos maiores arquivos sobre performance e política no mundo, incluindo materiais de Augusto Boal (dramaturgo e ensaísta brasileiro, 1931-2009)”. Lá estarão também sob a orientação da professora Diana Taylor, uma das principais expoentes nos estudos da performance no mundo.

A parceria entre o ERRO Grupo e a instituição nova-iorquina completará uma década no próximo ano. Em 2007, o grupo participou do 6º Encuentro Corpolíticas/BodyPolitics: Formations of Race, Class and Gender in the Americas com a intervenção urbana Segredo: a arte de manobrar, concebida por Luana Raiter e executada por Pedro Bennaton, em Buenos Aires. Continuou em 2009, durante o 7º Encuentro Staging Citizenship: Performance and Politics of Cultural Rights, em Bogotá, com a ação Protesto Portátil, de Luana Raiter e Pedro Bennaton. Em 2011, o grupo levou a peça Formas de Brincar e ministrou uma oficina no 8º Encuentro Cities | Bodies | Action: The Politics of Passion in the Americas, que ocorreu em São Paulo. A mais recente atuação dos catarinenses em um destes “encuentros” ocorreu em 2014, em Montreal, sendo que a próxima escala será em Santiago do Chile, em julho deste ano.

Em solo norte-americano, o ERRO realizou em 2007 a peça Adelaide Fontana e a performance Games of Babylon, em 2013, a oficina Invisible Action Against Invisible Power e apresentou a performance PEDRA, na Times Square, no Zuccoti Park e na Times Square com Broadway Street. No ano seguinte, o diretor Pedro Bennaton retornou à cidade, desta vez como co-organizador de um grupo de trabalho no HEMI GSI – Convergence – Bodies-In-Transit: Articulating the Americas (and Beyond).

 Performance para a ocasião

 O grupo de Florianópolis é aguardado também no PEN World Voices Festival, que reunirá mais de 150 autores e artistas de 30 países em Nova York. A carta na manga dos catarinenses é a performance A NY Body, pensada especialmente para a ocasião e que será encenada no dia 29 de abril na rua Washington Mews. O PEN World Voices abordará como temática central a cultura literária do México, propondo novas formas de se pensar questões de migração, de fronteira e de identidade nacional. A programação do festival também se globalizou, promovendo uma rede de conversas, leituras, performances e oficinas com artistas emergentes e importantes de outras partes do planeta.

 Sobre o Hemispheric Institute of Performance and Politics

O Instituto Hemisférico de Performance e Política é uma rede multilíngue e interdisciplinar de instituições, artistas, acadêmicos e ativistas políticos de todas as partes das Américas. Trabalhando na interseção entre a academia, a expressão artística e a política, a organização explora as práticas do corpo — a performance — como veículo para a criação de novos significados e a transmissão de valores culturais, de memória e de identidade. Ancorado em seu foco geográfico nas Américas (e por isso “hemisférico”) e nos seus três idiomas de trabalho (inglês, espanhol e português), o Instituto fomenta a interação e a colaboração acadêmica, artística e pedagógica entre pessoas interessadas na relação entre performance e política no hemisfério.

http://hemisphericinstitute.org/hemi/

 Sobre a performance A NY BODY

  “Todos os corpos são frágeis, todos os corpos são fortes, e todos os corpos são como todos os outros. Qualquer pessoa é qualquer corpo. Mas alguns corpos são mais reais do que outros. Não tão precários como outros, mas mais valiosos do que outros. O tratamento de um corpo difere de acordo com todo mundo, ninguém, e a cultura 

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