Instituições comemoram em Florianópolis o Dia da Imprensa Catarinense

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O Dia da Imprensa Catarinense foi celebrado na manhã de quarta-feira (28) na Praça XV de Novembro, Centro de Florianópolis, em frente ao busto de seu patrono, Jerônimo Coelho. O jornalista e militar foi o fundador, há 179 anos, do primeiro jornal do estado denominado, O Catharinense, e também da maçonaria em Santa Catarina.

Promovida pela Associação Catarinense de Imprensa (ACI), Maçonaria de Santa Catarina, 14ª Brigada de Infantaria Motorizada do Exército, Instituto Histórico e Geográfico e a Academia Catarinense de Letras, a solenidade contou com a participação da banda do 63٥ Batalhão de Infantaria, que trajou uniforme do século XIX. O Dia da Imprensa Catarinense foi instituído pela Lei 12.946, de 28 de abril de 2004.

O jornalista e conselheiro da ACI, Moacir Pereira definiu Jerônimo Coelho como o catarinense mais importante do período imperial. “Ele foi um homem que acumulou talentos e se projetou na imprensa, na maçonaria, no Exército e também no Legislativo catarinense”, resumiu. O presidente da Confederação Maçônica do Brasil, Rubens Ricardo Franz, atribuiu ao patrono a aproximação da imprensa e da maçonaria em Santa Catarina, ligação que persiste até os dias atuais. “O legado de Jerônimo Coelho inclui a preservação da liberdade de imprensa e de expressão, com responsabilidade”, frisou.

Jornalistas e conselheiros da ACI, Ademir Arnon e Osmar Teixeira, lembraram que a cerimônia também comemora os 204 anos de nascimento de Coelho, natural de Laguna. “Uma figura histórica de extrema importância em nosso Estado”, disse Arnon. Na opinião de Teixeira, a missão do lagunense foi defender a liberdade de imprensa, o espírito nacionalista e a consolidação da independência do Brasil. O general Décio dos Santos Brasil, comandante da 14ª Brigada, por sua vez, afirmou que o Exército faz questão de participar da cerimônia em razão da importância do brigadeiro Jerônimo Coelho também para esta instituição.

Destaque no Legislativo

Jerônimo Coelho nasceu na Vila de Santo Antônio dos Anjos da Laguna, em 30 de setembro de 1806. Dedicou a maior parte de sua vida à causa pública. Em 1831, iniciou, em Florianópolis, então Desterro, um movimento em prol da liberdade e da democracia. No mesmo ano, fundou a Loja Maçônica Concórdia e criou a Sociedade Patriótica.

Foi eleito deputado provincial durante as seis primeiras legislaturas da Assembleia Legislativa (1835 a 1847). Foi deputado geral por Santa Catarina em quatro legislaturas (1838, 1842, 1845 e 1857). Assumiu dois ministérios, o da Marinha e o da Guerra. Tomou posse como presidente e comandante das Armas das Províncias de Grão-Pará (1848) e de São Pedro do Rio Grande do Sul (1856). Assumiu as funções de conselheiro do Império e foi membro do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina. Morreu em Friburgo, em 1860, em decorrência de febre amarela. (Rossana Espezin/Divulgação Alesc).