Mantida interdição das áreas de cultivo de ostras e mexilhões em Santa Catarina

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As áreas de cultivo de ostras, mexilhões, vieiras e berbigões em Santa Catarina continuam interditadas. A Secretaria da Agricultura e da Pesca mantém a proibição da retirada, comercialização e consumo desses animais e seus produtos devido à presença de toxinas que podem causar intoxicação alimentar. A alta concentração de algas já causa manchas vermelhas no mar, principalmente no litoral norte. As informações são da assessoria de imprensa da Secretaria da Agricultura e da Pesca.

Nesta quarta-feira, 1, técnicos da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e do Laboratório Laqua-Itajaí/IFSC sobrevoaram o litoral catarinense e observaram manchas vermelhas ao longo da costa, principalmente entre Sambaqui e Barra do Sul. Segundo o representante do Laboratório Laqua-Itajaí/IFSC, doutor Luis Proença, este é um fenômeno inédito em Santa Catarina devido à intensidade e extensão das manchas vermelhas.

Como existe a possibilidade de a contaminação dos moluscos bivalves, a Secretaria da Agricultura interditou todo o litoral catarinense de forma preventiva na última quinta-feira, 26.  O médico veterinário da Cidasc, Pedro Sesterhenn, explica que a desinterdição do litoral ainda não aconteceu por causa da flutuação das algas, o que não dá segurança de que as áreas estejam totalmente livres de contaminação.

A toxina diarréica é produzida por algumas espécies de microalgas que vivem na água, chamadas de Dynophysis, e quando acumuladas por organismos filtradores, como ostras e mexilhões, podem causar um quadro de intoxicação nos consumidores. A presença de Dynophysis é conhecida em Santa Catarina e por isso os níveis da toxina são regularmente monitorados pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) no litoral. Os últimos episódios de excesso de DSP no estado aconteceram em 2014, 2008 e 2007.

Novas coletas de ostras e mexilhões são realizadas periodicamente para monitoramento das áreas de produção e os resultados dessas análises definirão a liberação ou manutenção da interdição das áreas afetadas.

Os sintomas causados pela DSP são diarreia, náuseas, vômitos e dores abdominais e se manifestam em poucas horas após a ingestão de moluscos contaminados. A recuperação do paciente se dá entre dois e três dias, independente de tratamento médico.