Mulheres formam candidatura coletiva em Florianópolis

PolíticaMulheres formam candidatura coletiva em Florianópolis

Joaquina ganha passarela de madeira sobre as dunas, com rampa a partir do estacionamento

Estrutura de 185 metros foi concluída em 13 de outubro, custou cerca de R$ 695 mil e fica pronta mais de dois meses antes do verão.

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Nova fase da obra começa na tarde de 16 de outubro e deve durar cerca de 15 dias; a ideia é terminar o trecho antes da temporada de verão.

Ciclo do Divino 2026 fecha neste domingo no Rio Vermelho, com 15 comunidades

Encerramento na Igreja de São João Batista reúne as comunidades festeiras da Capital; a procissão sai às 15h e o rito de fechamento está previsto para as 16h30.

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Prefeitura e Hit Makers anunciam com quatro meses de antecedência a programação do Carnaval de Rua, de 6 a 9 de fevereiro, em nove arenas pela cidade.

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Cinco mulheres se reúnem para juntas concorrerem a uma cadeira no Legislativo da cidade

Se duas cabeças pensam melhor do que uma, imagina cinco. Pensando nisso, o PSOL lançou a candidatura de cinco mulheres – organizadas na Coletiva Bem Viver Floripa – que juntas concorrem a uma cadeira na Câmara de Vereadores de Florianópolis.

As “formiguinhas”, como são chamadas as co-candidatas, Cíntia, Joziléia, Lívia, Marina e Mayne, são mulheres bem diferentes entre si, e com um objetivo em comum: tornar o Legislativo de Florianópolis mais representativo. Atualmente, são 23 cadeiras na Câmara, sendo 22 delas ocupadas por homens.

A chapa defende um mandato coletivo e popular, que reúne as lutas da cidade, do campo e da floresta. Elas objetivam levar para a Câmara um novo jeito de construir a cidade a partir da equidade na representação, seja pela raça, classe, sexualidade, credo, gênero, identidade de gênero e de capacidades, da participação popular e da gestão.

 

É permitido?

Você deve estar se perguntando: é permitido cinco pessoas ocuparem uma vaga? As co-candidatas se baseiam em um estatuto interno – reconhecido pela Casa Legislativa – que vai determinar as regras de funcionamento do mandato, como a participação popular e divisão de um salário em cinco, o que não representa novos gastos. O modelo não é novo, em 2018 São Paulo e Pernambuco elegeram mandatos coletivos para pleitos estaduais.

 

Pautas

Além do feminismo, as co-candidatas defendem outras pautas para a cidade, como espaços para crianças de famílias que trabalham em horário noturno; o combate à especulação imobiliária e a prevenção da construção de moradias em áreas de riscos; a valorização da educação patrimonial de origem afro-brasileira e indígena nas escolas e espaços públicos; o investimento em transporte coletivo gratuito, eletrificado e descarbonizado, com integração de modais e incentivo às ciclovias; a participação popular que garanta paridade governo-sociedade civil nos órgãos colegiados municipais; e a criação de territórios comunitários que funcionem no contraturno escolar para prática esportiva, educação ambiental, atividades culturais, horta urbana e cozinha comunitária.

 

Sobre as co-candidatas

Todas mulheres, cada uma com sua história particular, acreditam que suas diferenças são complementares. Juntas vão assumir as tarefas do mandato, e entendem que o diferencial será resultado da própria diversidade do grupo, que é composto por professora, estudante, liderança cultural, economista, liderança indígena e gestora pública. As co-candidatas acreditam que suas experiências somadas podem ser usadas em benefício da comunidade.

 

As “formiguinhas” concorrem ao pleito pelo número 50.048. Quem quiser conhecer melhor as propostas da candidatura, pode acessar o Instagram @ColetivaBemViverFloripa.