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quinta-feira, maio 19, 2022
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No mês da mulher, motorista da Jotur dá exemplo

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No mês da mulher, motorista da Jotur dá exemplo

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Com a sensibilidade de mãe, Rosa Laynne ajudou a devolver uma menina perdida à família

A motorista da Jotur Rosa Laynne Soares da Silva ajudou a devolver uma menina de seis anos, que estava perdida, ao conforto da família, no final da manhã desta quinta-feira (17). Rosa é uma das 56 colaboradoras da empresa, e neste mês, que é dedicado a elas, em razão da comemoração do Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, nada mais apropriado do que celebrar a dedicação e o empenho dessas mulheres no cotidiano de trabalho dentro da Jotur.

Desse total de 56 colaboradoras: 13 trabalham em serviços gerais; outras 10 estão no setor administrativo e uma é terceirizada; e diretamente nos veículos, a empresa conta com a colaboração de 24 cobradoras e 8 motoristas, uma função que foi dominada pelos profissionais masculinos e hoje em dia já conta com a presença das mulheres, que aliam a competência ao sempre bem-vindo “toque feminino”.

O zelo, o cuidado, o carinho e a sensibilidade das mulheres trazem um “algo a mais” para o dia a dia de trabalho. Foi justamente o que aconteceu nesta quinta-feira (17). Rosa conta que estava fazendo seu horário normal na linha Interbairros, que cobre os bairros Passa Vinte, São Sebastião, Madri, Terra Nova e Bela Vista, quando chegou ao ponto final, no Terra Nova, onde embarcariam algumas crianças que iriam para o colégio estadual Dom Jaime de Barros Câmara, no Bela Vista. Uma cena chamou sua atenção. “Uma menina estava sentada no banco, chorando, e não subiu no ônibus. Achei estranho e pedi para uma aluna que estava subindo chamar a menina, daí a aluna falou que ela estava perdida”, relata a motorista.

Rosa logo se prontificou a ajudar e a fazer o que fosse possível para localizar a família. “Pedi o caderno dela, geralmente tem algum contato ali, e tinha. Liguei, quem atendeu foi a mãe dela. Eu informei que estava com a criança. Então, a mãe perguntou onde eu estava e informei. Disse que estava indo pro Bela Vista, que poderia pegar a menina lá, no Dom Jaime, que seria o meu ponto final. E ficou certo dessa forma”, relembra.

Enquanto isso tudo acontecia, o pai da menina, que havia ido buscá-la na escola estadual Ursulina de Senna Castro, no Caminho Novo, e não a havia encontrado, já havia acionado a Guarda Municipal de Palhoça (GMP) para tentar localizar a filha. Os agentes da GMP levantaram informações, descobriram que a criança havia embarcado no ônibus e entraram em contato com a motorista da Jotur. Rosa contou o que havia feito e os agentes pediram que ela esperasse com a menina, porque estavam a caminho para buscá-la e devolvê-la à família.

Foi uma situação inusitada, que Rosa nunca havia vivenciado. “Fiquei aflita na hora, pois tenho uma filha de 8 anos e me partiu o coração ver aquilo. A menina não sairia de perto de mim se eu não entregasse aos responsáveis ou à Polícia, como foi feito”, destaca a motorista, que entrou na Jotur em 2019.

Rosa começou trabalhando como cobradora, mas, durante a pandemia de Covid-19, foi promovida ao cargo de motorista, que era seu grande sonho. “Primeiramente, eu amo dirigir! Quando completei 18 anos, meus pais pagaram minha habilitação e comecei a trabalhar como motorista particular de uma senhora, lá na minha cidade”, relata a profissional, que veio de Belém (PA) para Palhoça em 2018, e hoje mora no Bela Vista e está feliz com a nova vida. “Hoje, sou realizada profissionalmente. Eu amo ter responsabilidade, ser importante em algo. Ser motorista não é pra muitos”, garante.

Além de lidar com os desafios diários da profissão, Rosa ainda precisa lutar contra o preconceito. Mesmo em 2022, quando as mulheres celebram tantas conquistas, ainda existe espaço para preconceitos? “Diariamente, há um preconceito ao ver uma mulher no volante, com todo aquele poder”, lamenta a profissional.

A luta contra esse tipo de preconceito precisa ser de toda a sociedade, e parte de gestos de empresas como a Jotur, que não faz distinção e investe na contratação de profissionais masculinos e femininos. “Nossa visão é a de que um profissional precisa ser competente, precisa ser bom no que faz, no desempenho das suas funções, apenas isso. Nós temos, hoje, 56 mulheres trabalhando conosco, cumprindo funções chaves na operação do nosso negócio, e somos gratos pelo trabalho e pela dedicação das nossas colaboradoras”, expressa o gestor da Jotur, Ivo Ramos da Cruz.

editor.deolhonailhahttp://www.deolhonailha.com.br
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