Florianópolis, 20 de julho de 2024

Orquestra Unisul propaga música erudita à comunidade

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Próxima apresentação está programada para o dia 8 de julho, no Ribeirão da Ilha, em Florianópolis

Propiciar à comunidade a oportunidade de conhecer e apreciar a música erudita. Foi com esse objetivo que, em 2006, surgiu a ideia de a Unisul formar uma orquestra com nome próprio. Ideia que foi concretizada em 19 de março deste ano, quando ocorreu a primeira apresentação da Orquestra de Câmara Unisul, na cidade de Tubarão.

A escolha dos músicos para compor a orquestra ocorreu através de edital lançado em janeiro deste ano. Após homologação das inscrições houve audição, onde os candidatos tiveram que tocar perante uma banca que avaliou a técnica musical de cada participante.

O repertório da Orquestra Unisul executado durante o ano de 2009 conta com obras como “Ave Maria”, de Caccini, e “Concerto Alla Rústica”, de Vivaldi; e foi escolhido pelo maestro Patrick Cavalheiro, juntamente com o apoio de professores de música. “Uma decisão de repertório afeta muito a cultura e folclore das pessoas que irão apreciar o resultado sonoro”, enfatiza o maestro. Durante a seleção foram levados em consideração fatores como condições técnicas dos músicos e o meio cultural em que estão inseridos.

Cavalheiro afirma que uma orquestra pode ser considerada um bom exemplo de sociedade, pois existe uma hierarquia, onde há distribuição de funções e responsabilidades. “Cada cadeira ocupada pelos músicos corresponde a uma determinada função. Daí que surgiram os termos “spalla” (1º violino), que vem do termo utilizado no teatro que significa ator coadjuvante, aquele que contracena com o ator principal. O spalla tem a missão de assumir o posto do maestro quando este fica impossibilitado de cumprir suas atividades”.

A diferença entre uma orquestra de câmara e uma orquestra sinfônica está, basicamente, no número de instrumentos. Conforme Cavalheiro, o termo “câmara” vem do italiano “sala” ou “aposento”, pois grupos camerísticos são compostos por menor número de músicos, normalmente não ultrapassa o quadro de 35 músicos. Este tipo de formação existe para ser executado em pequenas salas de concerto.

“Uma orquestra sinfônica sugere que seja um grupo com maior quantidade de músicos, pois compreende todas as famílias (cordas, madeiras, metais, percussão) e tem a capacidade de tocar sinfonias. Geralmente as orquestras sinfônicas são formadas por mais de 60 músicos”, explica o maestro.

A Orquestra Unisul trata-se de um projeto contínuo e é mantido através de recursos das Leis de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura, além de patrocínios de empresas e da própria Unisul.

O próximo concerto está previsto para o dia 8 de julho, às 20h, no Salão Paroquial da Igreja Nossa Senhora da Lapa, localizada em Ribeirão da Ilha.

O maestro

Patrick Cavalheiro iniciou os estudos de música aos 7 anos de idade, participando da Banda Marcial Aurora, nos instrumentos de percussão, escaleta, lira e trompete. Dentro de sua trajetória musical destacam-se aulas de violino, viola, violoncelo, piano, teclado, música de câmara, técnica vocal, teoria musical, prática de orquestra e regência. Esteve durante o ano de 2006 estudando violino na cidade de Zurique, Suíça.

Atualmente, é maestro da Orquestra de Câmara Unisul; da orquestra de Câmara de Caçador; do Coral AMIMU, de Caçador; e do Grupo de Cordas da ATG, de Curitibanos; além de lecionar nas cidades de Florianópolis, Curitibanos e Caçador.