Parado há quatro anos, relógio do Mercado Público voltará a funcionar

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Parado há quatro anos, o relógio que guarnece a entrada do vão central do Mercado Público de Florianópolis, afixado à parede da Ala Norte, está passando por restauração e manutenção e voltará a dar a hora certa quando o mercado for totalmente reaberto à população, dia 5 de agosto.

Um dos três únicos exemplares remanescentes no mundo, a peça histórica é uma relíquia trazida para a cidade em 1911, quando a empresa inglesa de comunicação Western Telegraph Company Limited – chamada por todos simplesmente de “cabo submarino” – instalou-se na cidade. Ele foi doado para o município quando a companhia fechou as portas.

“Foi um relógio importante para a cidade. Era o único acertado pelo Meridiano de Greenwich, e a população baseava-se em seu horário justamente pela pontualidade”, disse Sandro Antônio Carlotto, o relojoeiro que está cuidando da restauração e da manutenção do relógio.

A manutenção da peça já começou. Os ponteiros já foram retirados e a limpeza da parte externa do mecanismo deverá acontecer até o fim da próxima semana, quando o antigo relógio do Mercado Público voltará a servir de referência à pontualidade dos cidadãos de Florianópolis.

Histórico

O relógio pertencia à companhia Western Telegraph Company Limited, situada antigamente na Rua João Pinto, no Centro da cidade. A empresa era mais conhecida como Cabo Submarino, por ser responsável pela interceptação e envio de informações do Brasil para o mundo, através de cabos de comunicação que corriam as profundezas do mar.

A peça foi fabricada na cidade de Croydon, na Inglaterra, e sua qualidade de fabricação pode ser comparada à do Big Ben, o famoso relógio britânico instalado em Londres. “Existem apenas três relógios desse modelo no mundo: dois foram enviados ao Brasil, para as cidades do Rio de Janeiro e Florianópolis, e o terceiro está em Buenos Aires, na Argentina”, informou Carlotto.