Pesquisa mostra queda no número de catarinenses que consomem produtos piratas

NegóciosPesquisa mostra queda no número de catarinenses que consomem produtos piratas

Frio volta a SC com ciclone em alto-mar: mínima pode chegar a 0 °C na segunda e mar fica agitado no litoral

Defesa Civil prevê queda das temperaturas a partir de sábado (17), geada no Planalto Sul e no Meio-Oeste na segunda (19) e ondas de até 2,5 m em Florianópolis.

Joaquina ganha passarela de madeira sobre as dunas, com rampa a partir do estacionamento

Estrutura de 185 metros foi concluída em 13 de outubro, custou cerca de R$ 695 mil e fica pronta mais de dois meses antes do verão.

Avenida da Saudade, no Itacorubi: pedestres e ciclistas passam a usar desvio pelo aterro a partir desta sexta

Nova fase da obra começa na tarde de 16 de outubro e deve durar cerca de 15 dias; a ideia é terminar o trecho antes da temporada de verão.

Ciclo do Divino 2026 fecha neste domingo no Rio Vermelho, com 15 comunidades

Encerramento na Igreja de São João Batista reúne as comunidades festeiras da Capital; a procissão sai às 15h e o rito de fechamento está previsto para as 16h30.

Compartilhe

 O número de catarinenses que admitiram ter consumido algum produto pirata caiu 13,8 pontos percentuais (p.p.) em relação ao levantamento feito pela Fecomércio SC em 2011, passando de 57,8% para 43,9%, segundo a recente pesquisa Pirataria em Santa Catarina, realizada em novembro de 2014 pela entidade, em sete municípios do Estado: Lages, Chapecó, Blumenau, Joinville, Criciúma, Itajaí e Florianópolis.

A pesquisa constatou que as famílias de renda mais baixa foram justamente aquelas que mais deixaram de consumir mercadorias piratas (queda de 22,1 p.p.), mostrando que os ganhos de renda nessas camadas sociais têm impacto direto na formalização da economia.

A categoria de produtos com maior grau de rejeição à pirataria, aqueles que os consumidores jamais consumiriam, foi medicamentos (34,5%), seguida por equipamentos eletrônicos (14,4%). Em contrapartida, o principal motivo elencado pelos catarinenses para o consumo de pirataria é o baixo preço (80,2%). Confirmando isso, os produtos mais consumidos foram CDs e DVDs (44,6%), que chegam a ter uma variação de 90% nos preços entre originais e piratas. Depois vêm, na sequência, óculos (9,7%), equipamentos eletrônicos (8,5%) e roupas (7,3%).

O percentual de consumidores que afirmou lembrar-se de alguma campanha contra produtos pirata foi elevado: 73,5%. No entanto, apenas 36,6% dos catarinenses acreditam que as campanhas são efetivas.

Na maior parte das afirmações, os consumidores mostraram-se conscientes em relação aos prejuízos da pirataria. A maioria sabe que a prática alimenta a sonegação de impostos (86,4%), prejudica o fabricante ou artista do produto pirateado (92,3%), afeta o faturamento do comércio (86,4%), financia o crime organizado (75,6%) e que os produtos piratas podem causar consequências negativas à saúde dos seus usuários (78,9%).

Em outras perguntas, as respostas ficaram mais equilibradas, ainda que com predomínio do conhecimento em relação à questão. Somente 53,8% têm noção de que a pirataria causa desemprego, 65,4% consideram a compra de pirataria crime e 54,8% têm discernimento de que os produtos piratas causam aumento do preço dos produtos originais. No entanto, 71,9% dos catarinenses não consideram crime baixar filmes e músicas da internet. Em 2011, esse índice era de 76%.

A Pesquisa Fecomércio – Pirataria em Santa Catarina 2014 foi divulgada durante o Fórum Estratégico para Alavancar a Competitividade: Construção de Marca e Enfrentamento de Falsificações, realizado no final da tarde desta quarta-feira, 3 de dezembro, Dia Nacional de Combate à Pirataria, e que reuniu dirigentes de entidades representativas de diversos setores econômicos, poder público e escritórios de advocacia especializados em propriedade intelectual.