Pesquisa revela impacto da Copa do Mundo na retração do comércio catarinense

NegóciosPesquisa revela impacto da Copa do Mundo na retração do comércio catarinense

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Avenida da Saudade, no Itacorubi: pedestres e ciclistas passam a usar desvio pelo aterro a partir desta sexta

Nova fase da obra começa na tarde de 16 de outubro e deve durar cerca de 15 dias; a ideia é terminar o trecho antes da temporada de verão.

Ciclo do Divino 2026 fecha neste domingo no Rio Vermelho, com 15 comunidades

Encerramento na Igreja de São João Batista reúne as comunidades festeiras da Capital; a procissão sai às 15h e o rito de fechamento está previsto para as 16h30.

Carnaval 2027 em Florianópolis: Luísa Sonza, Kevin O Chris e Dazaranha estão entre as atrações

Prefeitura e Hit Makers anunciam com quatro meses de antecedência a programação do Carnaval de Rua, de 6 a 9 de fevereiro, em nove arenas pela cidade.

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O resultado da Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada pelo IBGE, revela que, em Santa Catarina, houve variação de 0,9% no volume de vendas em julho na comparação com o mesmo mês do ano anterior e de -6,3% na comparação com o mês anterior. No acumulado de 12 meses, entretanto, o volume de vendas reduziu-se de 3,3% em junho para 2,1% em julho. Quanto à receita nominal, a variação acumulada em 12 meses é de 8,4%; é o resultado mais baixo desde dezembro de 2006, quando fechou em 7,7%.

Para a Fecomércio SC, o resultado ainda é reflexo da realização da Copa do Mundo no país, mesmo que ela tenha se encerrado no dia 13 de julho. A redução de dias úteis para venda e a retenção da renda das famílias nas compras anteriores ao evento (televisores, por exemplo) ou na demanda por serviços relacionados à Copa (como ingressos de jogos, viagens, hospedagem, bares e restaurantes, etc.) foram fatores fundamentais para este resultado.

Além disso, estes números, estruturalmente, também estão associados a outras variáveis econômicas, como mercado de trabalho, que perdeu seu dinamismo de outrora, os rendimentos reais do trabalho que não crescem como antes, a inflação que se mantém beirando o teto da meta e o acesso ao crédito que se reduziu consideravelmente nos últimos anos.

Em Santa Catarina, por exemplo, houve queda de -7,6% no volume de vendas de móveis e -5,3% nas vendas de eletrodomésticos (ambos comparados com julho de 2013). Isso está associado ao percentual de domicílios com bens duráveis, como televisão, geladeira e máquina de lavar roupa, que aumentou exponencialmente na última década e, hoje, praticamente todos os domicílios catarinenses têm bens duráveis essenciais para vida moderna, o que impõe novos desafios para o comércio catarinense. Se antes a intenção maior era democratizar o consumo e consolidar um forte mercado interno, agora o desafio é diferenciar as vendas e buscar inovar. Soma-se, a isso, a urgência de uma reforma fiscal e trabalhista, capaz de retomar a competitividade do setor.