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quinta-feira, outubro 21, 2021
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Pesquisa revela impacto da Copa do Mundo na retração do comércio catarinense

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Pesquisa revela impacto da Copa do Mundo na retração do comércio catarinense

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O resultado da Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada pelo IBGE, revela que, em Santa Catarina, houve variação de 0,9% no volume de vendas em julho na comparação com o mesmo mês do ano anterior e de -6,3% na comparação com o mês anterior. No acumulado de 12 meses, entretanto, o volume de vendas reduziu-se de 3,3% em junho para 2,1% em julho. Quanto à receita nominal, a variação acumulada em 12 meses é de 8,4%; é o resultado mais baixo desde dezembro de 2006, quando fechou em 7,7%.

Para a Fecomércio SC, o resultado ainda é reflexo da realização da Copa do Mundo no país, mesmo que ela tenha se encerrado no dia 13 de julho. A redução de dias úteis para venda e a retenção da renda das famílias nas compras anteriores ao evento (televisores, por exemplo) ou na demanda por serviços relacionados à Copa (como ingressos de jogos, viagens, hospedagem, bares e restaurantes, etc.) foram fatores fundamentais para este resultado.

Além disso, estes números, estruturalmente, também estão associados a outras variáveis econômicas, como mercado de trabalho, que perdeu seu dinamismo de outrora, os rendimentos reais do trabalho que não crescem como antes, a inflação que se mantém beirando o teto da meta e o acesso ao crédito que se reduziu consideravelmente nos últimos anos.

Em Santa Catarina, por exemplo, houve queda de -7,6% no volume de vendas de móveis e -5,3% nas vendas de eletrodomésticos (ambos comparados com julho de 2013). Isso está associado ao percentual de domicílios com bens duráveis, como televisão, geladeira e máquina de lavar roupa, que aumentou exponencialmente na última década e, hoje, praticamente todos os domicílios catarinenses têm bens duráveis essenciais para vida moderna, o que impõe novos desafios para o comércio catarinense. Se antes a intenção maior era democratizar o consumo e consolidar um forte mercado interno, agora o desafio é diferenciar as vendas e buscar inovar. Soma-se, a isso, a urgência de uma reforma fiscal e trabalhista, capaz de retomar a competitividade do setor.
 

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