Popularização da atenção primária à saúde depende de mudança cultural

SaúdePopularização da atenção primária à saúde depende de mudança cultural

Casa dos Açores Museu Etnográfico, em Biguaçu, fecha para reforma estrutural e deve reabrir no primeiro semestre de 2027

Casarão administrado pela FCC fecha a partir desta quarta (4) para obras elétricas, hidráulicas, de telhado e de acessibilidade; oficinas e pesquisa seguem no espaço.

Festival Tambores do Axé leva “Uma Noite de Magia” a Biguaçu no dia 14 de novembro e abre o centenário de Mãe Hilca D’Iansã

Edição do festival reúne sete atrações no Centro de Eventos Fenix, sábado (14), às 21h, com arrecadação de alimentos para a Escola Pan-Africana Olodum Sul.

Villa Francioni abre a série Uvas e Vinhedos, que estreia nesta quarta-feira no canal Modo Viagem, da Globoplay

Vinícola pioneira em vinhos de altitude em Santa Catarina está entre as apresentadas pelo programa, que estreia às 20h30 desta quarta (4) no canal Modo Viagem.

Parque do Morro da Cruz ganha plano de manejo, com nove zonas e quase metade da área fechada à visitação

O Parque do Morro da Cruz, em Florianópolis, ganhou plano de manejo: nove zonas, 49,45% da área sem visitação e regras para o entorno. Veja o que muda.

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Professor da Harvard Medical School diz que empresas devem orientar
 colaboradores sobre os benefícios da Atenção Primária à Saúde

As empresas que investem em programas de saúde dos colaboradores precisam assumir papel de protagonistas no esforço para mudar a forma como o brasileiro vê o trabalho do médico. Professor da Harvard Medical School, Robert Janett participou da 2ª Edição do AsQ Talks, série de debates organizada pela AsQ, empresa especializada em gestão da saúde, e explicou que o passo inicial para concretização da Atenção Primária à Saúde (APS) no País passa por uma transformação cultural.

O essencial é fortalecer entre os brasileiros a percepção de que o acompanhamento periódico é fundamental para evitar complicações, que podem exigir tratamentos mais complexos e colocar em risco a saúde do indivíduo. Segundo Janett, o objetivo deve ser evitar problemas secundários causados por doenças crônicas. Tratar e prevenir a hipertensão, por exemplo, evita uma insuficiência cardíaca ou acidente vascular cerebral. “Isso exige estimular a criação de vínculos do paciente com o médico”, diz Janett. Vencida essa fase, acrescenta, os benefícios costumam transformar os pacientes em defensores do modelo.

Na APS, uma equipe multidisciplinar composta por médico da família, enfermeiro, psicólogo, fisioterapeuta, nutricionista e profissional de serviço social atuam diretamente no acompanhamento integral da saúde dos pacientes, estimulando sua presença nas consultas eletivas. O atendimento pode ser feito de forma presencial ou por telemedicina, ampliando o conforto e a assiduidade nas consultas. Com alto grau de resolutibilidade, esse modelo reduz as complicações de doenças crônicas e gera diminuição de gastos com saúde.

CEO da AsQ, André Machado acredita que a mudança cultural já está ocorrendo no Brasil.

“Buscamos integrar e estimular o autocuidado dos pacientes por meio da procura pelo atendimento nas APS. Já sabemos que colaboradores saudáveis aumentam a produtividade e melhoram o clima organizacional. Precisamos então discutir mais a gestão da saúde nas empresas, estimulando o atendimento primário. Todos têm a ganhar com isso”.