O Porto Brasil Sul (PBS), projeto portuário 100% privado da Worldport Desenvolvimento Portuário S.A. em São Francisco do Sul, no Litoral Norte de Santa Catarina, vai nascer com o sistema Cold Ironing, que fornece energia elétrica de terra aos navios atracados. Com a tecnologia, as embarcações podem desligar os motores a diesel durante todo o período em que estiverem no cais, na Baía da Babitonga. O empreendimento tem investimento previsto de R$ 6 bilhões.
Segundo o Porto Brasil Sul, o projeto foi concebido sob os conceitos de Green Port e Economia Azul e será um dos pioneiros na América Latina a nascer com a tecnologia já prevista no projeto de engenharia. As referências são o Porto de Rotterdam, na Holanda, e os complexos de Los Angeles e Long Beach, nos Estados Unidos, que reduziram a pegada de carbono nas zonas costeiras ao adotar o fornecimento elétrico terrestre.
O que é o Cold Ironing, previsto no Porto Brasil Sul?
Cold Ironing é o fornecimento de energia elétrica de terra para navios atracados. Em um porto convencional, a embarcação desliga o motor de propulsão, mas mantém geradores auxiliares a diesel ligados 24 horas por dia para iluminação, guindastes, contêineres refrigerados e tripulação. Com o sistema, cabos de alta voltagem do cais são ligados à central elétrica do navio, que desliga os motores a diesel.
O PBS cita relatórios técnicos da Agência de Recursos do Ar da Califórnia (CARB), que a empresa aponta como o primeiro órgão ambiental do mundo a medir as emissões de navios em berço. Pelos dados citados, desligar os geradores auxiliares a diesel de um único navio porta-contêineres durante 24 horas de atracação equivale a retirar de circulação entre 10 mil e 50 mil veículos de passeio por dia.
Quais impactos o Porto Brasil Sul diz evitar com a atracação elétrica?
De acordo com o Porto Brasil Sul, ao eliminar a queima de combustível dos navios atracados, o terminal evita a dispersão de dióxido de enxofre, óxidos de nitrogênio, dióxido de carbono e material particulado na Baía da Babitonga. A empresa também cita a redução de ruídos e vibrações na água, o que protegeria a fauna marinha, a pesca artesanal e o turismo na Praia do Sumidouro.
A energia fornecida no cais viria da rede elétrica brasileira, de matriz majoritariamente renovável, com fontes hidrelétricas, eólicas e solares, o que, segundo o PBS, aproxima o transporte marítimo da transição energética.
O que se sabe sobre o projeto do Porto Brasil Sul
O empreendimento prevê mais de 2.500 empregos na construção e outros 2.000 postos diretos na operação de seus cinco terminais especializados. O projeto informa calado natural superior a 18 metros, zero derrocagem, dragagem mínima e compensação de bioma de 1 para 1. O material divulgado não informa prazo para o início das obras ou da operação.
Na leitura do DONI, a aposta conversa com uma preocupação comum de quem vive perto de portos: o barulho e a fumaça de navios parados no cais. Como o terminal ainda será construído, o compromisso segue no papel até a operação começar. Santa Catarina tem outras pautas ligadas ao mar e ao clima, como os 38 destinos com Bandeira Azul que colocam o estado na liderança nacional e o programa Carbono Neutro do Grupo ND, além do turismo internacional que trouxe 555 mil estrangeiros ao estado.
Em resumo
- O Porto Brasil Sul, projeto privado de R$ 6 bilhões em São Francisco do Sul, prevê o sistema Cold Ironing.
- A tecnologia fornece energia elétrica de terra aos navios, que desligam os motores a diesel no cais.
- Segundo o PBS, a medida reduz emissões e ruídos na Baía da Babitonga e na Praia do Sumidouro.
- O projeto prevê mais de 2.500 empregos na construção e 2.000 postos diretos na operação de cinco terminais.
Fonte: Porto Brasil Sul / Worldport Desenvolvimento Portuário S.A., via assessoria de imprensa. Imagem: Porto Brasil Sul/Divulgação



