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terça-feira, julho 5, 2022
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Preço da refeição pressiona inflação em janeiro, mostra índice da Udesc Esag

Preço da refeição pressiona inflação em janeiro, mostra índice da Udesc Esag

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Preço do frango assado subiu 6,5% no mês de janeiro na CapitalOs preços dos produtos e serviços consumidos em Florianópolis subiram em média 0,79% no primeiro mês de 2022, um pouco acima do índice de dezembro. Mas se os aumentos verificados no último mês de 2021 foram mais distribuídos, agora quase metade do índice de janeiro se deve aos alimentos e bebidas, principalmente aos consumidos em restaurantes.

Já o acumulado nos últimos 12 meses está em 10,64%, ligeiramente acima da inflação ao logo do ano de 2021, que fechou em 10,54%.

Os números são do Índice de Custo de Vida (ICV), calculado mensalmente pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), por meio do Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag), com apoio da Fundação Esag (Fesag).

Alimentos

O grupo dos preços de alimentos e bebidas teve alta de 1,8%, mas respondeu por 47% da composição do índice geral de inflação em janeiro. Quase todo o aumento foi concentrado nos preços das refeições feitas fora de casa, que subiram 4,2%. Nas feiras e supermercados, os preços subiram apenas 0,2%.

Nos bares e restaurantes, os maiores aumentos foram os do almoço ou jantar (6,6%) e do frango assado (6,5%). Entre os alimentos consumidos em casa, as maiores altas foram das frutas (2,9%) e pescados (2%). Por outro lado, ficaram mais baratos itens como aves e ovos (-3,2%), carnes e peixes industrializados (-3%), tubérculos, raízes e legumes (-3%) e panificados (-1,5%).

Outros preços

Mesmo não sendo um dos principais gastos das famílias, as despesas pessoais voltaram a fazer diferença em janeiro, respondendo por quase um terço do índice geral de inflação do mês. A alta de 2,5% nesse grupo foi puxada pelos serviços pessoais (como os de barbearia e costura), que subiram em média 6,5%.

Os combustíveis para automóveis e a energia elétrica, que vinham sendo alguns dos principais motores da inflação ao longo de 2021, ficaram estáveis em janeiro. No caso dos combustíveis, houve uma pequena alta de 0,31%.

Entre os grupos de itens pesquisados, além dos alimentos e despesas pessoais, houve alta nos preços relacionados a artigos de residência (1,78%), educação (0,89%), transportes (0,41%) e habitação (0,10%). Houve redução nos grupos de vestuário (-1,69%), saúde e cuidados pessoais (-0,31%) e comunicação (-0,22%).

Sobre o Índice de Custo de Vida

O ICV/Udesc Esag registra a variação dos preços de 297 produtos e serviços consumidos por famílias de Florianópolis com renda entre 1 e 40 salários-mínimos. Para o último boletim mensal, os dados foram coletados entre os dias 1º e 31 de janeiro.

A metodologia é a mesma usada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o cálculo do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial para a meta de inflação nacional. Para o cálculo do ICV, a Udesc Esag conta com o apoio da Fundação Esag (Fesag) na atualização das ferramentas utilizadas.

Mais informações podem ser obtidas em udesc.br/esag/custodevida, onde é possível consultar os boletins mensais (desde 2010) e as séries históricas (desde junho de 1994) do ICV/Udesc Esag.

editor.deolhonailhahttp://www.deolhonailha.com.br
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