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quinta-feira, setembro 16, 2021
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Projeto em Florianópolis que usa tecnologia contra desmatamento e construções irregulares vence prêmio nacional de Cidades Inteligentes

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Projeto em Florianópolis que usa tecnologia contra desmatamento e construções irregulares vence prêmio nacional de Cidades Inteligentes

Em um ano e meio de operação na Capital, foram identificadas mais de 1.200 ocorrências utilizando plataforma com inteligência artificial, imagens de satélite e de drones

Um sistema automático que identifica obras irregulares e desmatamento tem sido a tecnologia usada pela Prefeitura de Florianópolis para resolver um dos maiores problemas ambientais e urbanos da cidade. A inovação, desenvolvida pela startup Horus Smart Detections, foi a vencedora do prêmio Connected Smart Cities, entregue nesta quinta (02.09) em cerimônia online, na categoria “Negócios em Operação”.

O “Monitora” faz o processamento digital de imagens de drones e informações de satélites e, integrado ao banco de dados da prefeitura, identifica regularmente onde há alterações na paisagem – e possível foco de construção irregular ou desmatamento.

“O objetivo é ter informação em tempo hábil e com relevância. A partir deste case em Florianópolis, mostramos como a tecnologia pode ajudar prefeituras e instituições para monitorar grandes áreas de maneira inteligente”, explica Fabrício Hertz, CEO da Horus.

Somente em 2020, foram realizados 3,3 mil voos (uma média de 250 por mês), que identificaram nas imagens em alta resolução mais de 740 pontos críticos, resultado levado aos fiscais para análise e verificação. Em 2021, foram realizados 1,8 mil voos e confirmadas 573 intervenções na paisagem – o que mostra como as ocorrências de desmatamento e irregularidades cresceram no último ano.

“A partir da imagem do satélite, um algoritmo compara a área com registros anteriores e gera uma informação de alteração de paisagem. Com isso, os fiscais têm um mapa mensal de todas as ocorrências de desmatamento e conseguem fazer um trabalho ativo. Nós antecipamos essas ocorrências em até um ano, gerando um aumento de 50% na eficácia das fiscalizações – além de reduzir problemas urbanos”, calcula Hertz.

A empresa nasceu em Florianópolis, em 2014 e ganhou mercado desenvolvendo e vendendo drones para o mercado agro. Mas a demanda por soluções em outros segmentos – como o de cidades inteligentes – levou a startup a uma nova direção. Em julho passado, anunciou que deixaria de fabricar drones para focar na plataforma de software e no desenvolvimento de projetos customizados para áreas como telecomunicações, indústria 4.0 e energia – atendendo grandes empresas como Vivo e ENEL. Com este modelo sob demanda, a tecnologia é considerada única no mundo.

Em 2021, o Prêmio Connected Smart Cities chega à sétima edição com objetivo de promover a discussão, a troca de informações e a difusão de ideias entre governo, empresas e organizações da sociedade civil. O foco é no atendimento das necessidades do cidadão consciente, contribuindo para que as cidades brasileiras possam se tornar mais inteligentes e conectadas.

Realizado em parceria pela Necta, Neurônio Ativação de Negócios e Causas, e Urban Systems, a premiação aceita a participação de qualquer pessoa jurídica com sede no Brasil, que apresente um negócio inovador que contribua com as necessidades do cidadão.


Lucas Mondadori, Lucas Bastos e Fabrício Hertz, sócios da Horus Smart Detections (Crédito: Divulgação/Horus)

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