Setembro Amarelo: falar sobre suicídio faz bem pra vida

SaúdeSetembro Amarelo: falar sobre suicídio faz bem pra vida

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Psiquiatra Julia Trindade diz que é preciso agir, quebrar tabus e falar sem medo sobre o tema

O novo mês marca a chegada de uma grandiosa campanha de prevenção ao suicídio, o Setembro Amarelo. E segundo a psiquiatra Julia Trindade falar sobre suicídio, quebrar paradigmas e tabus relacionados ao tema é muito importante. “E além de conversar, sem medo sobre isso, é preciso agir em prol da vida e descontruir crenças errôneas”, destaca a profissional que atende na Clínica Ancre, em Florianópolis.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é considerado um problema de saúde pública onde cerca de 800 mil pessoas morrem por ano, ou seja, uma pessoa a cada 40 segundos. A médica ressalta que estudos comprovam que o suicídio é a segunda principal causa de morte em pessoas na faixa dos 15 e 34 anos.

Muita gente questiona: como é possível perceber os sinais de que a pessoa pode estar com pensamentos suicidas? A psiquiatra explica que de uma maneira geral a mudança de comportamento é um sinal que deve ser levado em consideração.

“Quando a pessoa começa a se fechar para o mundo, fica mas isolada, diferente do que era antes, começa a faltar na aula e no trabalho, isso precisa ser analisado especialmente em pessoas com algum transtorno mental ou com histórico de tentativa de suicídio”, destaca a médica. Julia comenta ainda que se mostrar disposto a ouvir, sem julgamentos, é o primeiro passo antes de sugerir a busca por um atendimento com psiquiatra ou psicólogo.

Segundo a médica, a depressão, seguida do transtorno bipolar e o uso de substâncias, são as principais causas de suicídio. Tanto que as doenças psiquiátricas estão presentes em mais de 90% de todos os casos.

“É preciso investir em capacitação de profissionais da saúde para reconhecer os sinais de sofrimento mental na atenção primária e em educação para que possamos prevenir o suicídio durante o ano todo”, completa.

Foto: Psiquiatra Julia Trindade – crédito Patric Jacques