Volta às aulas acende o alerta para a miopia infantil

SaúdeVolta às aulas acende o alerta para a miopia infantil

Casa dos Açores Museu Etnográfico, em Biguaçu, fecha para reforma estrutural e deve reabrir no primeiro semestre de 2027

Casarão administrado pela FCC fecha a partir desta quarta (4) para obras elétricas, hidráulicas, de telhado e de acessibilidade; oficinas e pesquisa seguem no espaço.

Festival Tambores do Axé leva “Uma Noite de Magia” a Biguaçu no dia 14 de novembro e abre o centenário de Mãe Hilca D’Iansã

Edição do festival reúne sete atrações no Centro de Eventos Fenix, sábado (14), às 21h, com arrecadação de alimentos para a Escola Pan-Africana Olodum Sul.

Villa Francioni abre a série Uvas e Vinhedos, que estreia nesta quarta-feira no canal Modo Viagem, da Globoplay

Vinícola pioneira em vinhos de altitude em Santa Catarina está entre as apresentadas pelo programa, que estreia às 20h30 desta quarta (4) no canal Modo Viagem.

Parque do Morro da Cruz ganha plano de manejo, com nove zonas e quase metade da área fechada à visitação

O Parque do Morro da Cruz, em Florianópolis, ganhou plano de manejo: nove zonas, 49,45% da área sem visitação e regras para o entorno. Veja o que muda.

Compartilhe

Sociedade Catarinense de Oftalmologia orienta para sinais de dificuldade para enxergar na idade escolar

A criança troca de lugar na sala, aproxima o rosto do caderno, reclama de dor de cabeça no fim do turno e perde o interesse pela leitura. Em muitos casos, o que parece desatenção é um problema de visão que ainda não virou queixa espontânea. Com o início das aulas na rede estadual catarinense em 19 de fevereiro, a Sociedade Catarinense de Oftalmologia reforça que a escola costuma ser o primeiro ambiente a expor o avanço da miopia e de outros erros de refração na infância. 

No Brasil, uma revisão de estudos sobre o tema estimou que 7,65% das crianças em idade escolar têm miopia. Já o tempo de tela aparece como um fator associado ao problema: uma pesquisa publicada em 2025 na JAMA Network Open identificou que cada hora a mais por dia em frente a telas está ligada a um aumento de 21% nas chances de desenvolver miopia.

Para a oftalmopediatra Dra. Thaís Surgik, o risco não está só na aprendizagem: “quando enxergar exige esforço, isso se reflete em cansaço, irritação e queda de interesse por atividades de leitura; identificar cedo e acompanhar faz diferença”. A SCO reforça ainda que erros de refração sem correção concentram parte importante das dificuldades visuais na infância e cita referência da Sociedade Brasileira de Pediatria, que aponta que eles podem responder por até 69% dos problemas visuais nessa faixa etária e menciona estimativa  e menciona estimativa de 23 milhões de crianças na América Latina com dificuldade relacionada à refração não corrigida.

Sinais que merecem atenção na escola e em casa

  • Aproximação excessiva do caderno, livro, celular ou tablet
  • Dificuldade para ver o quadro, apertar os olhos para focar, pedir para trocar de lugar
  • Dor de cabeça recorrente, ardor nos olhos, cansaço ao final do turno
  • Desinteresse por leitura e tarefas, queda de participação em atividades visuais.
  • Irritabilidade no fim do dia, baixo rendimento sem causa aparente

Danos mais comuns quando o problema passa sem correção

Além de comprometer a aprendizagem e a participação em sala, a falta de correção adequada pode manter a criança em esforço visual constante, com sintomas como cefaleia e fadiga. Em termos de saúde ocular, a miopia que progride e se torna alta aumenta o risco de problemas mais graves ao longo da vida, como descolamento de retina, glaucoma e catarata. Outro ponto de alerta é que erros de refração não corrigidos concentram grande parte dos problemas visuais na infância. 

Como evitar e reduzir o risco

  • Exames no tempo certo e acompanhamento: recomendações de sociedades médicas indicam exame ocular completo com oftalmologista entre 3 e 5 anos e reavaliações conforme orientação profissional.
  • Revisões periódicas: em crianças e adolescentes, a correção pode mudar ao longo do tempo; por isso, exames regulares ajudam a ajustar óculos ou lentes quando necessário.
  • Atividades ao ar livre: aumentar o tempo fora de ambientes fechados é uma estratégia associada a menor risco de desenvolver miopia.
  • Ergonomia simples para estudo: boa iluminação, leitura sem o rosto colado no material e intervalos regulares durante tarefas de perto ajudam

a reduzir o esforço visual.

A Sociedade Catarinense de Oftalmologia orienta que, diante de sinais persistentes, a criança seja encaminhada para avaliação oftalmológica completa. Para as escolas, a recomendação é tratar queixas visuais como parte da rotina de acolhimento no início do ano letivo, especialmente nos primeiros meses, quando o problema costuma ficar evidente em sala.

—