Inflação em Florianópolis desacelera e fecha julho com alta de 0,10%, aponta ICV da Udesc Esag

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O Índice de Custo de Vida (ICV) de Florianópolis registrou alta de 0,10% em julho, segundo levantamento realizado pelo Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). O resultado representa uma desaceleração em relação a junho, quando a inflação foi de 0,53%, e também ficou abaixo do índice registrado em julho de 2025, de 0,30%.

Em julho, a pesquisa foi realizada entre os dias 1º e 31, com coleta de preços de 297 itens. O grupo Alimentação e Bebidas foi o principal responsável por conter a inflação no mês, com redução de 0,46%. “Tivemos queda no preço de alimentos da cesta de hortifruti em julho. Isso porque muitos estão em período de safra, o que traz queda nos valores”, explica o coordenador do ICV da Udesc Esag, Hercílio Fernandes Neto.

Com o resultado, o ICV acumula alta de 4,04% em 2026 e de 4,93% nos últimos 12 meses. O levantamento acompanha mensalmente os preços de produtos e serviços consumidos por famílias com renda entre um e 40 salários mínimos na capital catarinense. Em julho, 109 itens tiveram aumento de preço, 93 permaneceram estáveis e 95 registraram queda.

Alimentação registra maior queda

O grupo Alimentação e Bebidas foi o peso para conter a inflação no mês. Entre os produtos que mais ficaram baratos, destacam-se o tomate, com queda de 44,65%, a batata inglesa (-30,91%), a beterraba (-15,54%) e a cebola (-8,55%). Também houve redução nos preços do café em pó (-4,63%), do vinho (-4,51%) e do café solúvel (-2,66%).

Por outro lado, alguns alimentos registraram alta significativa, como a melancia (20,66%), o mamão (13,31%), o iogurte (9,20%), o feijão preto (8,22%), o atum enlatado (7,76%) e o pão francês (5,08%).