Eletrosul vende para a Celesc a energia da usina solar construída na sua sede

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A energia gerada na usina solar instalada sobre o prédio da sede administrativa da Eletrosul, no bairro Pantanal, em Florianópolis, inaugurada na última sexta-feira, 27, já está sendo vendida para a Celesc. “Estamos vendendo para a Celesc, mas em agosto vamos fazer um leilão para vender no mercado aberto de energia elétrica”, revelou Eurides Mescolotto, diretor-presidente da Eletrosul. A usina custou R$ 9,5 milhões e a previsão é gerar, em média, 520 megawatts/ano, suficientes para o consumo de 1,8 mil pessoas ou ao abastecimento de 540 casas. As informações são da Agência Alesc.

Conforme explicou o engenheiro da Eletrosul, Bruno Okuda, a arquitetura do prédio determina a posição dos painéis em relação ao sol. “O ideal é os painéis estarem voltados para o norte, mas aqui estão voltados para o noroeste e nordeste por causa da estrutura do prédio”, explicou o engenheiro, justificando assim a geração abaixo da capacidade do equipamento instalado, que é de 1 gigawatts/ano. Ao todo são 4,2 mil placas de silício cristalino, fabricadas pela Bosch, na Alemanha, e medem 1,66 m por 0,99 m.

Modelo para outros prédios
A iniciativa da Eletrosul é pioneira no país e já nasceu com título de maior usina solar instalada em prédio da América Latina. Para o presidente do Instituto Ideal, Mauro Passos, a usina Megawatt Solar é um projeto piloto, que será objeto de estudo, além de modelo para outras empresas e instituições. “Os shoppings, grandes empresas e até a Assembleia podem implantar uma usina solar”, sugeriu Passos.

Parceria com Unesc

Mescolotto revelou que a Eletrosul mantém parceria com a Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) para enriquecer silício, para produzir placas fotovoltaicas no Brasil. O país possui grandes reservas de silício, mas não domina a tecnologia para enriquecê-lo. Estas reservas, segundo o presidente da Eletrosul, atrairão empresas internacionais, ajudando a reduzir o custo da geração de energia solar. “Atualmente é quase 20 vezes mais cara que a energia hidrelétrica”, explicou Mescolotto.