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sábado, dezembro 4, 2021
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Cine Direitos Humanos exibe filmes premiados e inéditos nesta terça

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Cine Direitos Humanos exibe filmes premiados e inéditos nesta terça

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A programação da Mostra de Direitos Humanos desta terça feira exibe filmes premiados e inéditos no Brasil. Destaque para o argentino “No Futuro” (de Mauro Andrizzi), premiado no Festival de Veneza, que causou impacto com sua longa sequência inicial de beijos desenfreados.

Outro título que trata das questões da afetividade é o brasileiro POLIAMOR, de José Agripino, que questiona a sociedade na qual predominam valores afetivos monogâmicos e mostra pessoas que escolheram um outro arranjo de relacionamentos. Realizado no município de Nazaré Paulista (SP), o curta recebeu o prêmio André Carneiro no Festival Municipal de Curta-Metragem de Atibaia.

Mas os temas políticos também estão em destaque em TAVA – PARAGUAI TERRA ADENTRO de Lucas Keese/ Lucía Martin/ Mariela Vilchez. O filme combina a herança cultural indígena e perspectivas de emancipação socialista, apresentando a luta dos camponeses do assentamento paraguaio Tava Guarani que, desde o início dos anos 1990, resiste aos ataques da elite agrária.

Já o documentário CAMPONESES DO ARAGUAIA – GUERRILHA VISTA POR DENTRO, de Vandré Fernandes, exibe imagens raras da época, mostrando o treinamento do exército na região, que escaparam da destruição de documentos do conflito empreendido pelos próprios militares.

Ainda na programação, ARQUITETOS DA NATUREZA de Cléa Lúcia, uma produção peruana em parceria com o Brasil, que focaliza a grandiosidade de civilizações pré-colombianas no Peru e o paradoxal contraste com a pobreza vigente nos dias de hoje.

Em BALA PERDIDA, do boliviano Maurício Durán Blacut há a busca de respostas ao fato de seu irmão ter morrido enquanto cumpria o serviço militar, vítima de uma bala perdida, e ORQUESTRA DO SOM CEGO de Lucas Gervilla, mostra o surpreendente grupo musical Blind Sound Orchestra, criado pelo músico Livio Tragtenberg e formado por músicos de rua cegos.

As sessões acontecem sempre às 9h, 14h, 16h e 19h, no CESUSC, na rodovia SC 401. A entrada gratuita e todos os filmes tem legenda, possibilitando o acesso a deficientes auditivos.

PROGRAMA

22/11 – TERÇA-FEIRA

09h00
TEMPO DE CRIANÇA – Wagner Novais (Brasil, 12 min, 2010, fic).
Uma construção dramática e poética sobre o cotidiano de uma menina que precisa ser gente grande quando a mãe não está em casa.

ARQUITETOS DA NATUREZA – Cléa Lúcia (Peru/ Brasil, 25min, 2011, doc).
A grandiosidade de civilizações pré-colombianas no Peru e o paradoxal contraste com a pobreza vigente nos dias de hoje.

TAVA – PARAGUAI TERRA ADENTRO – Lucas Keese/ Lucía Martin/ Mariela Vilchez (Argentina/ Brasil/ Paraguai, 70 min, 2011, doc).
Combinando herança cultural indígena e perspectivas de emancipação socialista, o filme apresenta a luta dos camponeses do assentamento Tava Guarani, no Paraguai, contra os latifundiários. Desde o começo dos anos 1990, a comunidade resiste aos ataques da elite agrária, mas a imprensa paraguaia insiste em denominar a região de “terra guerrilheira”. O assentamento é inovador, pois adotou um modelo centralizado, oposto aos esquemas impostos pelo governo, que isolam os camponeses uns dos outros. Entre memórias, colheitas, p

Classificação indicativa: 10 anos

14h00
BALA PERDIDA – Maurício Durán Blacut (Bolívia, 52 min, 2010, doc).
Em janeiro de 1982, Oswaldo, irmão do diretor Mauricio Durán Blacut, morreu enquanto cumpria o serviço militar. Segundo os peritos militares, a morte foi provocada por uma bala perdida. Desde então, por autoproteção e necessidade, a família de Mauricio decidiu esquecer o fato. No entanto, mesmo sem ter qualquer lembrança do irmão – ele tinha apenas um ano e oito meses na época da morte -, Maurício não esqueceu Oswaldo. Quase trinta anos depois de sua morte, o diretor fez uma viagem de trem para encontrar as respostas às perguntas levantadas pelo trágico acontecimento.

NO FUTURO – Mauro Andrizzi (Argentina, 60min, 2010, fic).
Depois de uma longa sequência de beijos desenfreados, a imagem como ação se detém, e com ela as possibilidades de continuar sendo parte de alguma história. Os encontros e desencontros que caracterizam a experiência amorosa passam a ser objeto do discurso dos personagens. Os acontecimentos sentimentais se convertem em palavras e são elas que permanecem, mas como sombras, como fantasmas eternos que percorrem um espaço fílmico que já não existe. En el Futuro trata disso, de espaços despojados, sem limites, filtrados pelas cores do passado do cinema em emulação digital, as não-cores e textura do registro de um tempo verbal extinto.

Classificação indicativa: 10 anos

16h00
ORQUESTRA DO SOM CEGO – Lucas Gervilla (Brasil, 13 min, 2010, doc).
Dois sanfoneiros cegos, um filme mudo e um “decompositor” musical.

POLIAMOR – José Agripino (Brasil, 15 min, 2010, doc).
Em uma sociedade na qual predominam valores afetivos monogâmicos, algumas pessoas escolhem um arranjo de relacionamentos que está se tornando conhecido como Poliamor.

CAMPONESES DO ARAGUAIA – GUERRILHA VISTA POR DENTRO – Vandré Fernandes (Brasil, 73 min, 2010, doc).
Camponeses falam da amizade que travaram com os “paulistas” (militantes do PC do B) durante a Guerrilha do Araguaia (1972-1974), evidenciando que estes contavam com o apoio popular. Além da convivência com os guerrilheiros, a população local relembra o sofrimento pelo desaparecimento de familiares e amigos, as torturas cometidas pelo Exército brasileiro na região em um dos mais sangrentos e desconhecidos episódios do período da ditadura militar (1964-1985). O filme traz raras imagens da época, mostrando o treinamento do Exército na região, que escaparam da destruição de documentos do conflito empreendida pelos próprios militares.

Classificação indicativa: 10 anos

19h00
ARAGUAYA – A CONSPIRAÇÃO DO SILÊNCIO – Ronaldo Duque (Brasil, 105 min, 2005, fic).
O Exército no auge da ideologia da segurança nacional, um partido de esquerda dissidente, militantes aguerridos, inocentes camponeses e uma região onde a ambição e a miséria disputavam lugar palmo a palmo. Eis o cenário deste filme sobre a Guerrilha do Araguaia. A narração se faz a partir de Padre Chico, um religioso francês que chegou à região no início dos anos 1960. A profunda identidade dele com a população local, seu sentimento religioso e suas dúvidas existenciais permitem abordar este momento histórico com liberdade, oferecendo uma visão original sobre uma história instigante e real.

Classificação indicativa: 12 anos

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