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sexta-feira, setembro 17, 2021
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Três espetáculos produzidos pelo CEART participam do 8º Festival Palco Giratório

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Três espetáculos produzidos pelo CEART participam do 8º Festival Palco Giratório

De 1º a 30 de setembro será realizado o 8º Festival Palco Giratório em Florianópolis. São 18 espetáculos nacionais escolhidos pela curadoria do SESC, mais uma extensa mostra regional de teatro e dança, oficinas, debates e workshops gratuitos. Além disso, as Aldeias Palco Giratório movimentam Joinville e Jaraguá do Sul com uma série de atividades e espetáculos de teatro, dança, música, literatura, cinema e artes visuais. Os ingressos para todos os espetáculos são gratuitos e serão distribuídos uma hora antes de cada peça, nos locais das apresentações.

Pela primeira vez, a Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) participará da mostra acadêmica, com três espetáculos da disciplina de Prática de Direção Teatral. Chá Preto, Beatriz e A Saudade é como Líquido que Transborda, ou, para Teresa serão apresentados nos dias 14, 20 e 28 de setembro, respectivamente. As três peças serão realizadas no Teatro SESC Prainha, às 18 horas.

A UDESC será palco da oficina “Máscara Teatral” com a Cia Moitará, do Rio de Janeiro. O evento ocorre nos dias 12 e 13 de setembro, das 9 às 13 horas, no Auditório do Bloco Amarelo do Centro de Artes (CEART). A Moitará também apresenta no dia 13, às 19 horas, o Pensamento Giratório “A Máscara na Energia do Ator” na UDESC.

Chá Preto

Chá preto narra a visita de uma prima às irmãs Verônica e Isadora sete dias após a morte de uma tia. A ação se passa na casa das irmãs, localizada em uma cidade de interior, onde oferecem um chá. A chegada da visita traz com ela antigos conflitos da convivência das três personagens. A peça é livremente inspirada nos Manuais de Civilidade e Etiqueta da década de 50 e em textos jornalísticos de Clarice Lispector.

Ficha Técnica
Direção: Juliana Riechel
Elenco: Carolina Janning, Gabriela Leite, Mirella Granucci.
Direção de arte: Carolina Janning, Gabriela Leite e Juliana Riechel
Dramaturgia: Liza Brito
Iluminação: Ivo Godois
Maquiagem: Luanda Wilk
Sonoplastia: Júlio Miotto

Beatriz

Num camarim, ela se prepara. Beatriz vivencia seus últimos momentos enquanto atriz. É chegada a hora de “praticar pela vez derradeira a arte de deixar algum lugar sem ter para onde ir”. A vida dedicada à arte. O imenso silêncio do palco que espera para o último encontro, para a última luta. O desespero de partir, a vontade de ficar, o prazer, a dor, amar.

Cantando sua própria história, ela brinca com o tempo ao viajar entre o passado de glórias, o presente de ruptura e o futuro incerto. Personagem e atriz se entrelaçam, estabelecem uma fina fronteira entre a ficção e a realidade. Em Beatriz, encerram-se outras tantas mulheres que compõem a vasta obra de Chico Buarque de Hollanda e que é o mote para a composição das cenas.

Ficha Técnica
Direção: Ana Paula Beling
Atriz: Margarida Baird
Músicos: Carol Miranda, Larissa Galvão e Pedro Loch
Direção musical: Renata Swoboda
Apoio Coreográfico: Diego di Medeiros
Cenografia: Ana Clara Joly
Figurino: Juliana Paiva
Dramaturgia e iluminação: Mário César

A Saudade é como Líquido que Transborda, ou, para Teresa

5. meu corpo saudoso chora. muito facilmente. não só em lágrimas, mas em vários formatos de soluço que reivindicam a presença de algo que não está mais ali. meu corpo saudoso busca nas entranhas os pedaços que, de alguma maneira, confortam. encolhendo, esticando, transpirando. dor intensa que em alguns dias é só um pequeno incômodo.
4. não sei o que fazer com as mãos e ficar em pé é difícil, os braços ficam muito vazios e não consigo abrir a boca, os pés parecem frios como se os dedos fossem enrijecer;
3. como se pudesse acreditar que a não ação congelaria um último segundo antes da partida, frustração de uma corrida sem linha de chegada, reanimar a partir do inanimado, construir;
2. saudade: palavra latina intraduzível que se refere a recordação nostálgica relativa a falta de alguém ou algo;
1. corpo: porção de matéria por onde atravessam forças das mais variadas;
como o [meu] corpo sente saudades?

Ficha Técnica
Direção: Anderson Luiz do Carmo
Coreografia e elenco: Anderson Luiz do Carmo, Junior Soares e Oto Henrique
Direção de arte: Ana Clara Joly e Paulo Henrique Wolf
Música: Maria Carolina Vieira
Operação de som e luz: Camila Mayer Petersen

Serviço
8º Festival Palco Giratório
Chá Preto: 14/09, 18h
Beatriz: 20/09, 18h
A Saudade é como Líquido que Transborda, ou, para Teresa: 28/09, 18h
Local: Teatro SESC Prainha
Entrada gratuita
Mais informações: http://palcogiratoriosc.com.br/

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