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domingo, janeiro 23, 2022
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Biguaçu (SC) estuda criação de parque tecnológico no município

Biguaçu (SC) estuda criação de parque tecnológico no município

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180 mil metros quadrados abrigará uma cidade tecnológica

Rodrigo Lóssio

A criação de um parque tecnológico em Biguaçu, na Grande Florianópolis, foi tema de uma reunião no dia 16 de janeiro, entre o secretário de Desenvolvimento Econômico do município, John Kennedy Lara da Costa e lideranças do setor tecnológico catarinense. O presidente da Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (ACATE), Rui Gonçalves, e do Sindicato das Empresas de Informática da Grande Florianópolis (Seinflo), Moacir Marafon, apresentaram ideias e projetos para o município, que pretende criar em uma região próxima a BR-101, de cerca de 180 mil metros quadrados, uma cidade tecnológica.

Corredor Logístico
O secretário municipal destaca algumas das vantagens que as empresas de tecnologia encontrarão ao se instalarem em Biguaçu, como o fato de o município ser cortado pela BR-101, o principal corredor logístico de Santa Catarina, estarem localizados a apenas 15km do Centro de Florianópolis. “Biguaçu possui hoje uma das maiores áreas de expansão territorial industrial de Santa Catarina. Estamos dispostos a criar um ambiente administrativo mais ágil para facilitar a vinda, criação e instalação de empresas em nosso município”, declara Lara da Costa.

Cinco empresas de tecnologia, oriundas de Florianópolis, já adquiriram terreno na região que será criado o Parque Tecnológico de Biguaçu e nos próximos dois anos deverão construir um condomínio compartilhado. O crescimento vertiginoso do setor nos últimos anos na capital catarinense é apontado pelo presidente da Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia, Rui Gonçalves, como um dos motivos da procura de novos espaços para a construção de condomínios empresários de tecnologia. “Nossas empresas estão se expandindo rapidamente e ampliando suas atuações não somente para o estado, mas sobretudo para o país e, algumas, para o mundo. A criação de ambientes que propiciem a inovação e a instalação destas empresas se torna estratégico”, explica.

A construção de prédios para abrigar as empresas de tecnologia só não é mais importante do que a ampliação da oferta de mão-de-obra qualificada. Esta é uma preocupação abordada pelo presidente do Seinflo e vice da ACATE, Moacir Marafon. “Nosso maior gargalo ainda é a formação de recursos humanos. Junto com a iniciativa da criação do Parque, é preciso incentivar a instalação de centros de ensino técnico e universitário na região. Serão estas iniciativas que trarão, além das empresas, desenvolvimento econômico para o município de Biguaçu”, explica Marafon.

Um convênio de cooperação entre a prefeitura e a ACATE deverá ser assinado nas próximas semanas. O objetivo é criar em Biguaçu um ambiente favorável não somente ao desenvolvimento tecnológico, mas sobretudo à inovação. Outro objetivo do convênio é contribuir para a modernização da própria gestão pública municipal de Biguaçu, por meio das associadas a ACATE que atuam neste segmento.

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