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quarta-feira, janeiro 19, 2022
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Cidades fortificadas do Brasil e Uruguai discutem destino das fortalezas em Florianópolis

Cidades fortificadas do Brasil e Uruguai discutem destino das fortalezas em Florianópolis

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Encontros discutirão recuperação e manutenção

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) sedia de 31 de março a 2 de abril o VI Seminário Regional de Cidades Fortificadas e o Primeiro Encontro Técnico de Gestores de Fortificações. Os eventos serão realizados no auditório da Reitoria e reunirão representantes de pelo menos 14 fortificações do Brasil e Uruguai. As cidades fortificadas dos Açores, Argentina, Chile e Portugal Continental também estão sendo mobilizadas.

Mantidas por universidades federais (como no caso das quatro Fortalezas da Ilha de Santa Catarina), Polícia Militar e prefeituras municipais, as fortificações enfrentam o mesmo impasse em todo Brasil: ou encontram alternativas de autossustentação ou sucumbem à falta de recursos para seus projetos de restauração. O objetivo dos dois eventos, realizados pela primeira vez no Brasil, é discutir saídas para esse desafio e trocar experiências de práticas bem-sucedidas de gestão, explica o coordenador do Projeto Fortalezas, da Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte) da UFSC, Jói Cletison.

Entre as soluções estudadas estão a possibilidade de aluguel para eventos particulares, casamentos ou convenções, como já faz o Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro. Uma portaria normatizando esse aluguel para as fortalezas da Ilha de Santa Catarina já está em fase de definição de valores, informa Cletison. A grande contribuição da UFSC ao evento será a ampliação do Banco de Dados sobre Fortificações no Mundo (www.fortalezas.org) para todos os participantes em um sistema colaborativo.

Criado em 2008 pelo engenheiro arquiteto Roberto Tonera, coordenador do Projeto Fortalezas Multimídia, o sistema pioneiro em nível mundial permite o armazenamento de informações em meio eletrônico sobre essas construções históricas. Atualmente conta com a participação do Uruguai, entre outros países, tendo cadastrado um total de 800 fortalezas de todo mundo.

Durante o Primeiro Encontro de Técnico de Gestores de Fortificações, os gestores brasileiros e uruguaios que desenvolvem projetos de referência nacional e internacional apresentarão experiências referentes a: autossustentabilidade, parcerias e projetos, captação de recursos, corpo técnico, manutenção e conservação de edifícios e acervos, pesquisa e documentação, divulgação e difusão cultural, educação patrimonial, visitação e turismo, acessibilidade, uso adequado dos espaços, atividades artístico-culturais, entre outros temas. O objetivo é mostrar de que forma cada gestor vem atuando nessas áreas, equacionar problemas comuns e fazer o intercâmbio de práticas criativas de gestão que possam contribuir para melhorar e modernizar a preservação das fortificações.

As cinco edições anteriores do seminário ocorreram no Uruguai (Montevidéu, Colônia do Sacramento e Maldonado), sob a coordenação do Espacio Cultural Al Pie de la Muralla. Esses encontros, iniciados em 2005, permitiram fomentar as produções e investigações sobre o tema das fortificações no Uruguai, Brasil, Chile, Colômbia, além de terem possibilitado intercâmbio entre especialistas dessas nacionalidades. “Pretendemos agora avançar com essas pesquisas e disponibilizar os resultados alcançados a um público ainda maior”, espera Roberto Tonera, responsável pela conservação e restauração das fortalezas da Ilha de Santa Catarina.

Mais Informações: (48) 3721-8605 / e-mail: joi@nea.ufsc.br

Por Raquel Wandelli / Jornalista SecArte / raquelwandelli@reitoria.ufsc.br / raquelwandelli@gmail.com / (048) 9911-0524 e 3721-8329 / www.secarte.ufsc.br

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