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sábado, outubro 23, 2021
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Confiança do empresário do comércio catarinense cai ao nível mais baixo pelo segundo mês consecutivo

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Confiança do empresário do comércio catarinense cai ao nível mais baixo pelo segundo mês consecutivo

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Uma pesquisa da Fecomércio/SC divulgada nesta quinta-feira, 7, apontou que, no mês de abril, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) catarinense despencou ainda mais, caindo -23,5% na comparação anual e -8,1% em relação ao mês de março, ficando agora na marca dos 85,1 pontos, patamar considerado de pessimismo numa escala que vai de 0 a 200. Pelo segundo mês consecutivo, o ICEC chega ao pior resultado da série histórica, iniciada em janeiro de 2010.

As fortes quedas anuais nos subíndices também chamam a atenção, demonstrando grande deterioração da confiança do empresário do comércio catarinense de 2014 para cá. Para os empresários, o momento atual da economia é de pessimismo e reflete uma visão de insegurança quanto ao futuro, ainda que certa expectativa de melhora exista para o ano que vem. Essa sensação de insegurança está corroborada pelo baixo volume de vendas e sucessivas revisões para baixo do crescimento do PIB.

Para a Fecomércio SC, o mercado interno em deterioração – devido às restrições ao crédito (associado às altas taxas de juros, tanto ao consumidor quanto para o empresário), as persistentes pressões inflacionárias (que tendem a se agravar com a desvalorização do real e o reajuste da energia) e ao crescimento reduzido da renda e do emprego – faz com que as vendas desacelerem, gerando menos receita em uma estrutura de custos já elevados. Desta maneira, o resultado do varejo fica comprometido, gerando grande pessimismo e bloqueio dos investimentos, visto que os empresários avaliam que o retorno dos investimentos não compensará mais seus custos.

Números negativos

De acordo com a pesquisa, o índice de condições atuais do empresário do comércio (ICAEC) caiu expressivos -36,7% no ano e -14,8% no mês, marcando 53,1 pontos, também o menor resultado da série histórica. Dentre os subíndices que compõem o ICAEC, todos apresentaram queda mensal e anual. O CAE verificou considerável queda de -63,6%, passando de 73,7 pontos em abril de 2014 para 26,8 pontos em abril de 2015. Na comparação mensal, a retração foi de -22,1%. O subíndice de condições atuais do comércio (CAC) apresentou variação negativa de -38% na comparação anual e de -16,7% na comparação mensal. Em termos absolutos, o subíndice marca 51,5 pontos; inferior aos 61,8 pontos de março. Já o subíndice de condições atuais das empresas do comércio (CAEC) caiu -14,5%, explicado pela restrição ao crédito cada mês mais crescente. Na comparação mensal, houve queda de -10,6%. Em termos absolutos fechou o mês de abril com 81,1 pontos.

O índice de expectativa do empresário do comércio (IEEC) caiu -18,3% no ano e -6,3% na variação mensal. Dos 123,6 pontos em março, o índice foi para 115,8 pontos. Essa redução está em sintonia com as sucessivas revisões para baixo do crescimento do PIB e indica que a confiança do empresário do comércio nas possibilidades de vendas futuras ainda permanece positiva, mas que a cautela será a palavra de ordem do comércio nos próximos meses.

O IIEC, índice de investimento do empresário do comércio, caiu -6,2% no mês. No ano, a queda foi de -20,1%, ficando no patamar de 86,5 pontos em abril. O subíndice contratação de funcionários (IC) apresentou queda de -9,1%, passando de 91 pontos no mês passado para 82,7 pontos no mês de abril. Na comparação anual houve queda de -23,6%, demonstrando que o mercado de trabalho mostra sinais de saturamento, refletidos no baixo saldo de vagas criadas no ano. O subíndice nível de investimento das empresas (NIE) caiu -32,5% no ano e -10,9% no mês. O subíndice de situação atual dos estoques (SAE) apresentou variação positiva, ficando em 0,7%. Na comparação anual, houve queda de -1,8%.

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