Confiança do empresário do comércio catarinense cai ao nível mais baixo pelo segundo mês consecutivo

Grande FlorianópolisConfiança do empresário do comércio catarinense cai ao nível mais baixo pelo...

Joaquina ganha passarela de madeira sobre as dunas, com rampa a partir do estacionamento

Estrutura de 185 metros foi concluída em 13 de outubro, custou cerca de R$ 695 mil e fica pronta mais de dois meses antes do verão.

Avenida da Saudade, no Itacorubi: pedestres e ciclistas passam a usar desvio pelo aterro a partir desta sexta

Nova fase da obra começa na tarde de 16 de outubro e deve durar cerca de 15 dias; a ideia é terminar o trecho antes da temporada de verão.

Ciclo do Divino 2026 fecha neste domingo no Rio Vermelho, com 15 comunidades

Encerramento na Igreja de São João Batista reúne as comunidades festeiras da Capital; a procissão sai às 15h e o rito de fechamento está previsto para as 16h30.

Carnaval 2027 em Florianópolis: Luísa Sonza, Kevin O Chris e Dazaranha estão entre as atrações

Prefeitura e Hit Makers anunciam com quatro meses de antecedência a programação do Carnaval de Rua, de 6 a 9 de fevereiro, em nove arenas pela cidade.

Compartilhe

Uma pesquisa da Fecomércio/SC divulgada nesta quinta-feira, 7, apontou que, no mês de abril, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) catarinense despencou ainda mais, caindo -23,5% na comparação anual e -8,1% em relação ao mês de março, ficando agora na marca dos 85,1 pontos, patamar considerado de pessimismo numa escala que vai de 0 a 200. Pelo segundo mês consecutivo, o ICEC chega ao pior resultado da série histórica, iniciada em janeiro de 2010.

As fortes quedas anuais nos subíndices também chamam a atenção, demonstrando grande deterioração da confiança do empresário do comércio catarinense de 2014 para cá. Para os empresários, o momento atual da economia é de pessimismo e reflete uma visão de insegurança quanto ao futuro, ainda que certa expectativa de melhora exista para o ano que vem. Essa sensação de insegurança está corroborada pelo baixo volume de vendas e sucessivas revisões para baixo do crescimento do PIB.

Para a Fecomércio SC, o mercado interno em deterioração – devido às restrições ao crédito (associado às altas taxas de juros, tanto ao consumidor quanto para o empresário), as persistentes pressões inflacionárias (que tendem a se agravar com a desvalorização do real e o reajuste da energia) e ao crescimento reduzido da renda e do emprego – faz com que as vendas desacelerem, gerando menos receita em uma estrutura de custos já elevados. Desta maneira, o resultado do varejo fica comprometido, gerando grande pessimismo e bloqueio dos investimentos, visto que os empresários avaliam que o retorno dos investimentos não compensará mais seus custos.

Números negativos

De acordo com a pesquisa, o índice de condições atuais do empresário do comércio (ICAEC) caiu expressivos -36,7% no ano e -14,8% no mês, marcando 53,1 pontos, também o menor resultado da série histórica. Dentre os subíndices que compõem o ICAEC, todos apresentaram queda mensal e anual. O CAE verificou considerável queda de -63,6%, passando de 73,7 pontos em abril de 2014 para 26,8 pontos em abril de 2015. Na comparação mensal, a retração foi de -22,1%. O subíndice de condições atuais do comércio (CAC) apresentou variação negativa de -38% na comparação anual e de -16,7% na comparação mensal. Em termos absolutos, o subíndice marca 51,5 pontos; inferior aos 61,8 pontos de março. Já o subíndice de condições atuais das empresas do comércio (CAEC) caiu -14,5%, explicado pela restrição ao crédito cada mês mais crescente. Na comparação mensal, houve queda de -10,6%. Em termos absolutos fechou o mês de abril com 81,1 pontos.

O índice de expectativa do empresário do comércio (IEEC) caiu -18,3% no ano e -6,3% na variação mensal. Dos 123,6 pontos em março, o índice foi para 115,8 pontos. Essa redução está em sintonia com as sucessivas revisões para baixo do crescimento do PIB e indica que a confiança do empresário do comércio nas possibilidades de vendas futuras ainda permanece positiva, mas que a cautela será a palavra de ordem do comércio nos próximos meses.

O IIEC, índice de investimento do empresário do comércio, caiu -6,2% no mês. No ano, a queda foi de -20,1%, ficando no patamar de 86,5 pontos em abril. O subíndice contratação de funcionários (IC) apresentou queda de -9,1%, passando de 91 pontos no mês passado para 82,7 pontos no mês de abril. Na comparação anual houve queda de -23,6%, demonstrando que o mercado de trabalho mostra sinais de saturamento, refletidos no baixo saldo de vagas criadas no ano. O subíndice nível de investimento das empresas (NIE) caiu -32,5% no ano e -10,9% no mês. O subíndice de situação atual dos estoques (SAE) apresentou variação positiva, ficando em 0,7%. Na comparação anual, houve queda de -1,8%.