Dalmo Vieira Filho depõe na CPI dos Radares

PolíticaDalmo Vieira Filho depõe na CPI dos Radares

Joaquina ganha passarela de madeira sobre as dunas, com rampa a partir do estacionamento

Estrutura de 185 metros foi concluída em 13 de outubro, custou cerca de R$ 695 mil e fica pronta mais de dois meses antes do verão.

Avenida da Saudade, no Itacorubi: pedestres e ciclistas passam a usar desvio pelo aterro a partir desta sexta

Nova fase da obra começa na tarde de 16 de outubro e deve durar cerca de 15 dias; a ideia é terminar o trecho antes da temporada de verão.

Ciclo do Divino 2026 fecha neste domingo no Rio Vermelho, com 15 comunidades

Encerramento na Igreja de São João Batista reúne as comunidades festeiras da Capital; a procissão sai às 15h e o rito de fechamento está previsto para as 16h30.

Carnaval 2027 em Florianópolis: Luísa Sonza, Kevin O Chris e Dazaranha estão entre as atrações

Prefeitura e Hit Makers anunciam com quatro meses de antecedência a programação do Carnaval de Rua, de 6 a 9 de fevereiro, em nove arenas pela cidade.

Compartilhe

A CPI dos Radares ouviu nesta quinta-feira, 14, Dalmo Vieira Filho, que foi secretário Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (SMDU) de janeiro de 2013 a março de 2015, e superintendente do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF) no ano de 2013. As informações foram repassadas ao DeOlhoNaIlha pela Assessoria de Imprensa da Câmara. 

No depoimento Dalmo afirmou que ao assumir os órgãos identificou vários problemas em Florianópolis, principalmente em relação à mobilidade. Uma das deficiências mais urgentes era a questão dos radares que estava paralisada devido a não realização de licitação para operar o sistema, o que gerou inúmeros acidentes graves na cidade.

Para solucionar o problema, Dalmo afirma ter buscado quatro ações emergenciais: aperfeiçoar a sinalização que também estava crítica, reforçar a segurança (com pintura de novas faixas de pedestres, instalação de lombadas, especialmente próximas a escolas e reimplantação dos radares), ampliar as ciclovias e, por último, pensar uma solução para atenuar o problema de mobilidade.

“Com relação aos radares encontramos um processo que já vinha da gestão anterior, com conflitos judiciais. Esse assunto era tratado na Diretoria de Operações que tinha como diretor o Adriano Melo. Até onde acompanhei a equipe sempre respeitava o parecer jurídico da Controladoria do IPUF”, destacou Dalmo Vieira Filho.

Quando questionado sobre o comportamento de Adriano Melo, que chegou a ser preso pela Polícia Federal na Operação Ave de Rapina, o ex-secretário respondeu que o funcionário era presente e atendia as demandas de maneira satisfatória.

Retornando os questionamentos sobre os contratos com as empresas responsáveis pelos sistemas de radares, sinalização e semáforos, Dalmo explicou que os contratos começaram a ficar prontos no segundo semestre de 2013. “Todos os contratos que assinei tinham parecer jurídico dado pelo controlador do IPUF. Era um consenso de toda a sociedade que estes contratos eram urgentes”.

Em setembro de 2014, durante abordagem da Polícia Rodoviária Federal no Rio Grande do Sul que resultou na apreensão de dois agentes públicos da Prefeitura de Florianópolis com cerca de R$100 mil e aditivo para a empresa Kopp, foi encontrado também um documento com a assinatura de Dalmo Vieira Filho que neste período não estava mais a frente do IPUF. 

Para o presidente da CPI dos Radares, vereador Vanderlei Farias (PDT), ficou claro que o documento foi usado sem o consentimento do ex-superintendente. 

Ainda de acordo com o presidente, nas próximas semanas a CPI deve apresentar um relatório parcial e entra, então, em uma nova fase de apuração em que inúmeras outras pessoas devem ser ouvidas.