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quinta-feira, janeiro 27, 2022
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Dandara Manoela convoca todas as orixás femininas em “Pretas Yabás”

Dandara Manoela convoca todas as orixás femininas em “Pretas Yabás”

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A canção é uma verdadeira celebração ao protagonismo da mulher negra, reafirmado em clipe todo gravado no centro de Florianópolis

 

São Paulo, dezembro de 2020 – A cantora e compositora catarinense Dandara Manoela convoca todas as Orixás femininas em seu novo single, “Pretas Yabás”. A canção é uma grande exaltação à potência e ao protagonismo da mulher negra. De forma poética, exalta sua resistência e ancestralidade. 

 

"A música ‘Pretas Yabás’ aborda o deslocamento simbólico das mulheres negras da base da pirâmide social, do lugar mais silenciado e negligenciado, para o centro, o foco. Faz menção ao espaço que elas vêm ocupando, com muito esforço e luta diária, para serem ouvidas, terem mais acessos e direitos garantidos”, explica Dandara Manoela. “A música é um lembrete de que todas as mulheres negras são rainhas, eram em África e continuam sendo aqui”, completa Renata Schlickmann, produtora executiva do projeto.

 

A produção musical é assinada por Érica Silva (Mulamba). "’Pretas Yabás’ foi um presente. Nela eu entendi que a produtora que há em mim pode realizar muitas coisas. E eu não vou parar, a MPB (música preta brasileira) produzida por mulheres pretas vai rasgar o mercado musical de cima a baixo."

 

Mais do que uma simples música, esta canção é um chamado.

 

O clipe

"O clipe é uma provocação da norma, o tremor simboliza deslocamento. Mulheres negras ao centro, sendo vistas e ouvidas, ocupando nosso lugar", define Dandara Manoela. Com direção de Elisa Schmidt, a obra audiovisual foi gravada no centro de Florianópolis (SC) e ilustra a poesia da potência de mulheres pretas reunidas. “Para mim, Dandara Manoela é uma personalidade representativa para as lutas sociais da mulher negra, uma vez que se posicione de maneira cuidadosa e a fim de incluir, bem como valorizar às outras mulheres. Sua voz traz expressividade aos anseios da pele e da alma, para fazer tremer a base da pirâmide social, constituída por mulheres negras, e torná-las o foco, ou centro”, define Schmidt.

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