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Dia 26 de março tem gravação do DVD do espetáculo “Será que é de Éter?”, com músicas de Chico Buarque, no Teatro Ademir Rosa

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Dia 26 de março tem gravação do DVD do espetáculo “Será que é de Éter?”, com músicas de Chico Buarque, no Teatro Ademir Rosa

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Desde 2020, e mais intensamente a partir do ano passado, a produção do espetáculo, realizado em parceria da cantora e compositora Cláudia Passos com a Lápis de Seda Cia de Dança Inclusiva, tem trabalhado para viabilizar os recursos para a apresentação. O show musical/espetáculo de dança inclusiva, com a participação de bailarinos com deficiência e a obra de Chico Buarque como fio condutor, será gravado em DVD pelas produtoras Cinetrip e Plural Filmes para lançamento nas plataformas digitais. 

Já estão disponíveis no Sympla os ingressos para a gravação do DVD do espetáculo “Será que é de Éter?”- apresentação que já foi realizada pela cantora Cláudia Passos em parceria com a Cia Lápis de Seda em outras oportunidades, porém sem o registro que terá nessa ocasião. O evento será no dia 26 de março, às 20h30, no Teatro Ademir Rosa, em Florianópolis. A entrada será gratuita mediante a doação de 1kg de alimento não perecível por pessoa em benefício da APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Florianópolis

O espetáculo envolve o trabalho de artistas como a intérprete Cláudia Passos, que também é produtora e assina a direção artístico musical. A coreografia e direção é de Ana Luiza Ciscato, que dirige a Lápis de Seda Cia de Dança Inclusiva. A direção musical é do maestro Luiz Gustavo Zago, que também estará ao piano e é autor dos arranjos originais do espetáculo.

O projeto da gravação do DVD é possível porque Chico Buarque autorizou a utilização de músicas de sua autoria nesse novo trabalho. Entre as canções autorizadas, estão “Valsinha”, “Samba do Grande Amor”, “Cotidiano” e “Olê olá”. A liberação das canções para este novo momento de “Será que é de Éter?”  Foi articulada através do Maestro Luiz Cláudio Ramos – músico, arranjador e amigo pessoal de Chico Buarque – que conheceu o trabalho de Cláudia Passos no seu primeiro álbum “Mar àVista” (2013). O Maestro Luiz Cláudio Ramos é também reconhecido por trabalhos com outros grandes artistas da MPB como Elis Regina, Tom Jobim, Caetano Veloso e Rita Lee, além de nomes internacionais, como Mick Jagger.

LEI DE INCENTIVO

No final do ano passado, a partir da confirmação de que as canções de Chico poderiam estar no DVD, a produção intensificou os esforços para captar os recursos que viabilizaram as gravações. “Além disso, foi importante fecharmos a parceria inédita entre as produtoras Cinetrip e Plural Filmes, que vão garantir o olhar cinematográfico para o registro audiovisual”, destaca Cláudia Passos.

Como produtora, Claudia esteve à frente da campanha em busca de apoiadores pela 

Lei de Incentivo de Florianópolis, que poderiam doar 20% dos impostos de IPTU (Imposto Sobre a Propriedade Territorial Urbana) e ISS (Imposto Sobre Serviços) para projetos aprovados, que é o caso desse. ‘É um esforço imenso realizarmos uma obra, um espetáculo, com tantas pessoas envolvidas. Para isso, precisamos de recursos que viabilizem a produção, remunere os artistas. Na nossa campanha junto às empresas e pessoas físicas, percebemos que ainda faltam informações. Muita gente gosta e quer contribuir para o fomento da cultura e é importante que o poder público informe, faça campanhas didáticas de apoio”, defende a artista. Um adendo importante é que  a maior parte das doações partiu de amigos e conhecidos que já conheciam o trabalho da cantora e da cia de dança – inclusive muitos não tinham conhecimento prévio sobre essa modalidade de contribuição.

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MÚSICA

A intérprete Cláudia Passos, que também assina a direção artístico-musical do espetáculo, se encarregou da parte de captação para este novo formato do Projeto – a Gravação do Espetáculo. “Sair um pouco do viés artístico e se envolver nessa parte da produção, além de um grande aprendizado é também uma necessidade para muitos trabalhadores da cultura que buscam apoio e recursos de forma independente”, diz a cantora que é carioca mas escolheu Florianópolis para morar, onde vive há 30 anos. 

“Muitas vezes nos atiramos pela paixão, mas nos deparamos com as exigências práticas que absorvem um tempo de dedicação tão grande ou maior até do que o próprio fazer artístico, até se chegar no resultado final: a realização propriamente dita”, salienta a artista descrevendo o “caminhos das pedras” para a efetivação de um projeto artístico. E emenda: “no fim, sempre vale a pena”. Inserida no circuito musical de Santa Catarina, divide a agenda profissional entre a capital Catarinense e o Rio de Janeiro – sua cidade natal. 

Aproveitando essa “dupla regionalidade”, Cláudia criou o Projeto Conexão Floripa Rio, que fomenta o intercâmbio de artistas entre as duas cidades. Durante a pandemia em 2020, com a necessidade do isolamento, juntou-se – de forma híbrida – aos músicos catarinenses  Rafael Calegari e Neto Fernandes e ao pianista carioca Luiz Otávio para realizar o Palco em Casa, versão on line em vídeo produzido pela Cinetrip e última edição do Conexão Floripa Rio, que acabou dando origem ao segundo álbum da cantora: Canção Mulher. 

Seus últimos trabalhos mais relevantes incluem a atuação no Espetáculo Elas e Camerata – onde apresentou a canção Mar à Vista, parceria com o amigo e maestro  Luiz Gustavo Zago e a participação no projeto Um Novo Olhar Para a Apae de Florianópolis – da Cia de Dança Inclusiva Lápis de Seda, sob a liderança de Ana Luiza Ciscato, diretora artística e coreógrafa do Espetáculo “Será que é de Éter?” Cláudia conta como surgiu a ideia e a aproximação com o trabalho de Ciscato para a concepção do espetáculo com as músicas de Chico:  “Conheci o trabalho da Ana Luíza dentro do Baobah, onde a Cia nasceu. Formávamos uma  equipe de artistas lá. Até então, nunca tinha me aproximado do universo da dança, menos ainda com grupo específico de pessoas com essas características tão especiais. Eu simplesmente me encantei”. Ela diz que partiu dali a vontade de fazer uma parceria, de construir um espetáculo que fundisse as duas linguagens (dança e música) em uma só. 

DANÇA INCLUSIVA

“Para desenvolver um trabalho inclusivo é necessário abraçar uma visão inclusiva de mundo. Conhecer o desenvolvimento das pessoas e acreditar nesse processo através da conscientização de que todos temos reconhecimentos, inteligências e capacidades diferentes”, defende a diretora geral e coreógrafa do espetáculo, Ana Luiza Ciscato. 

Com reconhecida experiência profissional na condução de grupos de dança mistos que incluem pessoas com algum tipo de deficiência motora e/ou intelectual, ela fala no respeito à essência de cada um, que está muito presente nos trabalhos da Cia:  –  Todos temos formas diferentes de nos expressar,  de aprender, de nos colocar diante da vida. A partir do momento em que essa essência for respeitada, aceita e valorizada, teremos uma  sociedade mais justa por meio de condições igualitárias de desenvolvimento e “empoderamento”, seja qual for a forma de expressão e de atuação, de identificação de gênero, idade, etnia ou crença das pessoas. Sob a luz de que inclusão é uma via de mão dupla  – de um lado a pessoa com deficiência e de outro toda uma sociedade com valores e conceitos pré-estabelecidos historicamente a respeito da deficiência – quando trabalhamos ou pensamos em inclusão nunca podemos esquecer disso. O trabalho deve surtir efeito nessas duas esferas.

No espetáculo, cada integrante é parte fundamental do processo criativo, e contribui a seu modo para a composição dos trabalhos e das  temáticas. A direção se aprofunda nas múltiplas experiências dos bailarinos, que incluem balé clássico, dança contemporânea, dança afro, técnica de danceability e teatro. Resultado de uma pesquisa profunda, de mais de 20 anos, realizada por Ana Luiza, o trabalho da Lápis de Seda Cia de Dança Inclusiva com dança atua fortemente no desenvolvimento da pessoa com deficiência, a participação e representatividade dessa comunidade em aulas, ensaios, apresentações e ocupando diversos espaços públicos. Através da dança, a  Cia. pretende contribuir para “a construção de uma sociedade mais igualitária, diminuindo o preconceito e desconstruindo o olhar ainda profundamente condescendente e assistencialista direcionado a essas pessoas”.

MÚSICOS

Na montagem original que foi apresentada nos anos de 2017, 2018 e 2019 –  seis músicos instrumentistas atuaram no espetáculo: Luiz Gustavo Zago se encarregou dos arranjos e direção musical além de se apresentar ao piano; Iva Giracca no violino; Felipe Arthur Moritz,  sax e flauta; Dudu Pimentel no violão e guitarra; Leandro Fortes no violão e bandolim e Alexandre Damaria na percussão. Sobre a participação dos músicos, Cláudia relata: “Convidei o Zago para assumir a direção musical e os arranjos  e, a partir dele veio a ideia da equipe de instrumentistas com quem iríamos trabalhar; todos amigos e parceiros de estrada na música. Só tenho a agradecer ao grupo de feras que conseguimos formar e que enriqueceu ainda mais o trabalho. Ter o Chico Buarque como a temática do  projeto só acrescentou ainda mais brilho nos olhos de todos, a partir da admiração mútua que tínhamos com  o trabalho desse artista único. Cantar Chico é sempre uma delícia. Com esse formato, juntando as canções ao vivo com a dança da Lápis de Seda Cia de Dança Inclusiva,  é puro encantamento”. 

O ESPETÁCULO

A partir do universo criativo de Chico Buarque, mestre na arte de enaltecer o homem comum, o espetáculo tenta contrapor a imagem de uma multidão de faces anônimas e individualidades perdidas. Na jornada da Lápis de Seda Cia de Dança Inclusiva, a permanente busca das diferenças. Em vez da negação, a evidência; em vez da ocultação, a valorização. Ao invés das semelhanças, a descoberta  de outros lugares de aceitação, a crença de formas singulares de convivência coletiva, o desejo de pertencimento e de encontro com o que sem igual. Criação coreográfica essencialmente colaborativa, a partir de movimentações trazidas pelos bailarinos, a partilha  de vida e cotidiano carregados de inquietações e poesia, a revelação de como se enquadram anonimamente na multidão e se libertam das amarras por meio da dança e da música. 

Será que é de Éter? foi apresentado em Florianópolis, Blumenau e São Paulo entre os anos de 2017 e 2019 e teve grande repercussão e sucesso de público pelo destaque na inovação de uma proposta de realizar um show musical ao vivo/espetáculo de dança inclusiva com a participação de bailarinos com deficiência e a obra de Chico Buarque como fio condutor. Ao todo, 16 pessoas no palco entre cantora, bailarinos e músicos que retomam o Universo Buarquiano sob o olhar sensível da direção de Ana Luiza Ciscato.

Ficha Técnica

Gravação DVD ao Vivo Espetáculo Será que é de Éter? (1h20)

Direção Artística e Coreografia: Ana Luiza Ciscato

Direção Artístico Musical e Intérprete: Cláudia Passos

Direção Musical : Luiz Gustavo Zago

Arranjos: Luiz Gustavo Zago e Alexandre Lunardelli

Coordenação geral: Cinetrip

Produção executiva:  Ricardo Karam

Bailarinos: Ana Flavia Piovezzana do Santos, Aroldo Gaspar, Deivid Velho, Fabiana Cristina Marques, Fábio Yokomizo, João Paulo Marques, Maura Marques, Roberta Oliveira, Silvia Gevaerd, 

Banda: Luiz Gustavo Zago (piano), Iva Giracca (violino), Felipe Arthur Moritz (sax, flauta), Dudu Pimentel (violão), Lucas Martinez (violão e bandolim) e Alexandre Damaria (percussão)

Iluminação/cenotécnico: Hedra Rockenbach

Figurinista: Gabriela Bosco Dutra

Sonorização: Juarez Mendonça Jr. 

Fotografia: Luiza Filippo e Tóia Oliveira

Projeto gráfico: Juliana Yasmin e Ramon Noro

Equipe de Filmagem e gravação:

Captação de imagens e Direção de Fotografia: Plural Filmes

Direção: Juliana Yasmin

Captação de áudio: Renato Pimentel

Assessoria de Imprensa: LM Assessoria

SERVIÇO

Gravação DVD ao Vivo Espetáculo Será que é de Éter? 

Quando: 26 de março, 20h30

Local: Teatro Ademir Rosa – CIC 

Espetáculo gratuito mediante doação de alimento não perecível para Apae

Florianópolis – levar no dia

Os ingressos já estão disponíveis pelo Sympla:

https://www.sympla.com.br/evento/gravacao-do-dvd-ao-vivo-espetaculo-sera-que-e-de-eter/2360822

Patrocínio: Lei Municipal de Incentivo à Cultura – Fundação Franklin Cascaes

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