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sexta-feira, outubro 22, 2021
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Espetáculos “Livres e iguais” entra em cartaz no Teatro da UFSC

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Espetáculos “Livres e iguais” entra em cartaz no Teatro da UFSC

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Está de volta aos palcos de Florianópolis um dos mais belos espetáculos da história do teatro catarinense: “Livres e iguais”, Teatro de Formas Animadas do grupo Teatro sim… por que não??!. A peça fica em cartaz no Teatro da UFSC de 29 de abril a 29 de maio, com apresentações às sextas, sábados e domingos, sempre às 20h30.

Com base na Declaração Universal dos Direitos Humanos, “Livres e iguais” promove uma reflexão acerca dos direitos básicos do ser humano, apresentando um contexto de violação em que bonecos espelham a realidade de seres de carne e osso. Também conhecida pelo título “A manipulação dos direitos humanos”, a peça explora o cotidiano de pessoas obrigadas a sobreviver do lixo, disputando trabalho e um lugar para morar, em um questionamento poético, e às vezes melancólico, sobre os princípios da dignidade humana.

“Esta montagem do grupo nasceu do desejo de expressar nossa inconformidade diante da exclusão social cada vez mais evidente, em que temos a sensação de que o ser humano vale pouco ou nada”, explica a direção do espetáculo, assinada por Júlio Maurício, Nazareno Pereira e Nini Beltrame, professor do curso de Artes Cênicas da UDESC (Universidade do Estado de Santa Catarina).

Originalmente escrito por Perito Monteiro para ser encenado por atores, o texto que inspirou o grupo foi redefinido para a proposta do teatro de bonecos, em que são privilegiados elementos como ação, movimento e síntese. A história não tem diálogos e é contada através de imagens de lirismo e poesia, explorando o papel delicado e fundamental da emoção como mediadora entre o público e os objetos.

Confeccionados a partir de lixo industrial, especialmente peças de automóveis, os bonecos ganham vida na manipulação realizada pelos atores Ana Paula Possapp, Leon de Paula, Júlio Maurício, Nazareno Pereira formados pelo curso de Artes Cênicas do Centro de Artes (CEART) da UDESC, ao lado de Valdir Silva.

A montagem do espetáculo tem roteiro e direção de Nini Beltrame, Júlio Maurício e Nazareno Pereira. Na técnica estão Marcos Pacheco, Ismar Medeiros e Mariana Cândido, graduada em Artes Cênicas pelo CEART/UDESC.

O espetáculo “Lives e iguais” fez sua estréia em 1999 e, desde então, realizou mais de 250 apresentações no Brasil e na França (Biennale Internationale des Arts de la Marionnette), atingindo um público superior a 40 mil pessoas. Em mais de dez anos de circulação, recebeu mais de dez prêmios em festivais nacionais e internacionais, entre eles o de melhor espetáculo do Festival Internacional de São José dos Campos do ano de 2000.

Sobre o processo criativo

A palavra “animar” vem de anima, que significa alma, e consiste naquilo que dá vida a uma forma inerte. Este é o trabalho do ator manipulador, que descobre os movimentos e constrói uma espécie de partitura de gestos e ações para cada objeto. No Teatro de Formas Animadas, o ator não se expressa diretamente através de seu corpo, mas cria a impressão de vida no objeto que ele anima. A relação com o expectador se dá pela mediação com a forma animada.

O processo de confecção dos bonecos foi guiado pelo interesse em trabalhar com o lixo, visto como aquilo que a sociedade descarta. Uma das principais referências adotadas na criação dos bonecos foi a Pop Art, movimento artístico que nos anos 60 utilizou o lixo industrial como matéria-prima para obras de arte. A ideia desta apropriação era expressar um sentimento de recusa diante do consumo, estabelecido como prioridade por parte da sociedade contemporânea.

Também foram utilizadas, na criação, imagens de obras de artistas surrealistas, como Miró, Kandinsky e Max Ernest, associadas às formas empregadas na construção das figuras dos bonecos. Ao todo, são seis bonecos feitos de alumínio, ferro e borracha, alguns com aparência mais humana, outros menos, mas com possibilidades de movimento que acabam por lhes humanizar, de uma forma ou de outra.

SERVIÇO

Espetáculo “Livres e Iguais – A manipulação dos direitos humanos”
Data: 29 de abril a 29 de maio (de sexta a domingo)
Horário: 20h30
Local: Teatro da UFSC (Igrejinha)
Ingressos: R$ 30,00 inteira |R$ 15,00 meia-entrada

Informações:
Júlio Maurício – (48) 9972-3052 e (48) 9972-3052

TEATRO SIM… POR QUE NÃO?!!!
Fone 9972-3052 – Fax 3223-2786
e-mail: teatrosim@hotmail.com

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