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quarta-feira, janeiro 19, 2022
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Fiesc e Grupo ND querem atingir maior número de assinaturas em campanha

Fiesc e Grupo ND querem atingir maior número de assinaturas em campanha

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Catarinense, não se omita nessa ação tão importante para as rodovias do Estado. Documento virtual está disponível ao acesso de todos para assinatura

É hora de se mobilizar para resolver um grande problema de infraestrutura de Santa Catarina: extensas filas de engarrafamento e péssimas condições de manutenção das rodovias que refletem negativamente na economia e na vida das pessoas. Os catarinenses podem fazer a sua parte e se unir à iniciativa da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) e do Grupo ND e assinarem o abaixo-assinado virtual SOS Rodovias. Você pode reivindicar melhorias para as estradas de Santa Catarina de duas formas. Pelo site www.sosbrs.com.br ou através de QRCode disponível em várias plataformas do Grupo ND e em totens que serão distribuídos em paradas nas rodovias federais catarinenses.

A intenção é mobilizar a sociedade e autoridades por mais investimentos nas rodovias federais catarinenses. Esta é mais uma etapa da campanha “SC Não pode Parar”, que iniciou em julho deste ano e tem apresentado a situação precária das BRs que cortam o Estado e também possíveis alternativas para otimizar a infraestrutura e a logística. “É o momento de os catarinenses mostrarem a sua insatisfação com os investimentos da infraestrutura de transportes, que tem causado ao Estado vários acidentes e tem impedido o desenvolvimento socioeconômico”, afirma Mario Cezar de Aguiar, presidente da Fiesc. A expectativa é de uma adesão maciça da população para transformar o documento no maior abaixo-assinado da história de Santa Catarina. O documento será encaminhado a Brasília para convencer as autoridades a investirem em Santa Catarina e buscarem a solução para os problemas. “Convoco a todos para divulgar esse abaixo-assinado de forma que tenhamos o maior de Santa Catarina”, desafia Aguiar. 

O presidente executivo do Grupo ND, Marcello Corrêa Petrelli, no lançamento do abaixo-assinado, disse que a imprensa deve mostrar os problemas, com o intuito de obter a participação da sociedade e o engajamento na busca de soluções. 

Segundo Petrelli, o papel do abaixo-assinado é fazer com que a sociedade entenda que ela precisa participar das mudanças “para que haja força para cobrar dos políticos e eles terem a disposição de cobrar do governo federal as soluções que têm que ser imediatas, mas que vão durar muito tempo”.

Situação das rodovias

BR-101 (trecho norte)

A projeção para os próximos oito anos é que o volume de veículos nos municípios do entorno da BR-101 passe de 2,6 milhões para 4,5 milhões. A Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina (Fetrancesc) calcula um prejuízo para a economia brasileira de R$ 6 bilhões só com lentidão gerada na região de Paulo Lopes e Palhoça. O corpo técnico da Fiesc junto com engenheiros, entidades, CREA e concessionária desenvolveram propostas que contemplam a construção de faixas adicionais, marginais com continuidade, implantação de viadutos, pontes de transposição, readequação das alças e agulhas de acesso, além de melhorias nas intersecções com outras rodovias. O custo das obras estruturantes é de aproximadamente R$ 2,6 bilhões. 

BR-280

Nas cidades do entorno da BR-280 vivem 1.6 milhão de pessoas. A obra dividida em três lotes estava orçada em 2014 em quase R$ 1 bilhão. De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), dados de outubro, no lote 1 foram executados 12% dos serviços e nos lotes 2.1 e 2.2,  53% em cada. O DNIT atribui essa lentidão à falta de recursos. Havia uma previsão de que o governo federal investisse este ano R$ 115 milhões, o que não se confirmou.

O lote 1, em Araquari, só não está totalmente parado porque o governo de Santa Catarina colocou R$ 50 milhões de recursos próprios por meio de um convênio assinado com o Ministério da Infraestrutura. Outro entrave na duplicação da BR-280 são os 570 processos de desapropriações ainda pendentes de solução, além do projeto e do licenciamento ambiental no Canal do Linguado em São Francisco do Sul, fechado em 1935. 

BR-163

São 47 quilômetros entre as cidades de São Miguel do Oeste e Dionísio Cerqueira, no extremo oeste de Santa Catarina. Em alguns trechos da BR-163 como em Guaraciaba, o asfalto praticamente desaparece.

Em março o Ministério da Infraestrutura liberou ordem de serviço para a ampliação de capacidade, restauração, melhoramentos e eliminação de pontos críticos com prazo de término em três anos. 

O DNIT afirma que o “cronograma físico-financeiro atual das obras prevê o término do empreendimento em julho/2022”, prazo condicionado à disponibilidade de recursos federais.  O valor atualizado da obra é de R$ 251,7 milhões e o valor garantido pelo governo federal na Lei Orçamento Anual de 2021 é de apenas R$ 15,4 milhões.

BR-282

Uma ponta a outra do estado ligada por 680 quilômetros de asfalto deteriorado, sem acostamentos ou com acostamentos precários, pista simples e trafegabilidade comprometida. Em agosto de 2017 o governo federal autorizou o início dos reparos em 190 quilômetros entre Chapecó e São Miguel do Oeste. Um mês depois o trabalho acabou paralisado por decisão judicial e reiniciado em dezembro do mesmo ano. O contrato prevê obras de adequação da capacidade, restauração, melhoramentos e eliminação de pontos críticos entre o km 534,8, próximo do acesso a Chapecó até o acesso a São Miguel do Oeste no km 650,7.  Neste mesmo contrato está prevista a recuperação da BR-158 do km 98,9 em Maravilha até o km 147,3, próximo à divisa com o Rio Grande do Sul. Segundo o DNIT, até o momento 40% dos serviços foram executados. A previsão é concluir esse trecho em maio de 2022 se tiver disponibilidade de recursos. O valor da obra é de R$ 217 milhões. 

BR-470

A novela para duplicar um trecho de 73 quilômetros da rodovia entre Navegantes e Indaial começou a ser escrita em 2007. Em oito anos, a obra parou diversas vezes e ainda não se tem garantia de dinheiro para terminar os serviços. Um levantamento da Secretaria de Infraestrutura de Santa Catarina aponta que faltam R$ 662 milhões para concluir a duplicação. São necessários ainda outros R$ 200 milhões para desapropriações. 

Sem dinheiro em caixa, o Governo Federal receberá uma ajuda de R$ 300 milhões em recursos de Santa Catarina para acelerar a duplicação. 

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