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quinta-feira, julho 7, 2022
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FOLIAnópolis incrementa a economia na baixa temporada

FOLIAnópolis incrementa a economia na baixa temporada

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Um mês antes da abertura oficial da alta temporada, a terceira edição do evento repercute em ganhos para todos os segmentos do turismo da Capital

Hotéis com 100% de ocupação, agito em bares e restaurantes, movimento garantido para o comércio, táxis e serviço receptivo. Seguindo os moldes dos carnavais fora de época que sacodem a economia de diversos municípios pelo Brasil, o FOLIAnópolis, carnaval fora de época de Santa Catarina, que acontece nesta semana – de 20 a 22, se consolida como uma micareta rentável para toda a economia. E se torna mais um elemento a combater a sazonalidade, um dos principais problemas que acometem o turismo de Santa Catarina.

Segundo números do Estudo da Demanda Turística 2008, divulgados pela Santa Catarina Turismo – Santur, 4,3 milhões turistas visitaram o Estado durante a alta temporada. Um número 7,3% maior que o registrado no mesmo período de 2007. Lado a lado com os dados positivos, caminham os riscos da sazonalidade no turismo no Estado.

Para Daniela Seco, Secretária de Turismo do município, o peso da temporada já foi maior na economia de Florianópolis. “Hoje temos um extensão dessa temporada e várias iniciativas contribuem para isso. Há três anos trabalhamos com um calendário de eventos denso e qualificado, de forma a quebrar a sazonalidade”.

Os eventos são, de fato, a saída para o turismo do Estado e os números comprovam. Segundo levantamento do Florianópolis e Região Convention & Visitors Bureau – FCVB, o primeiro semestre de 2008 registrou um crescimento de 15% em números de eventos realizados em relação ao ano anterior. Um público superior a 460 mil pessoas visitaram Florianópolis no período. Já o cálculo da movimentação econômica mostra que estes turistas deixaram na cidade no primeiro semestre mais de R$ 330 milhões, gastos em hospedagem, alimentação, transporte, compras, contratação de serviços e outros.

O calendário de eventos transforma, a cada dia, a imagem da Ilha da Magia pelo Brasil. Segundo o levantamento da Santur, em 2001 apenas 0,38% dos entrevistados declararam que os eventos eram os principais atrativos turísticos de Florianópolis. O percentual subiu para 3,79% em 2007, ano da segunda edição do FOLIAnópolis.

Considerado o 2º maior evento privado de Santa Catarina, o FOLIAnópolis se transforma em um elemento de peso a contribuir na luta contra a sazonalidade. Daniela Seco concorda. “Acho grande a importância do FOLIAnópolis. É mais uma frente que a Capital abre para se consolidar como um destino interessante”. Apesar da quantidade de atrativos turísticos do Estado, Daniela analisa que mais diversa ainda é a motivação do turista. “Conseguimos agregar diversas opções, mas não atingíamos todo o público. As 45 mil pessoas reunidas na edição passada comprovam que o FOLIAnópolis é um evento desejado pelos turistas. Unimos o útil ao agradável, trazemos um evento lindo, paixão nacional e trazemos para uma cidade que tem tudo para bem recepcionar o turista”, pontua Daniela.

Iniciativa dos empresários Doreni Caramori Júnior, Eduardo Gutierrez e Pedro Freitas, sócios da Aliancce, o evento traz para a Capital o modelo de negócio das micaretas, que movimentam alguns milhões pelo Brasil. Para esta edição é esperada a presença de 50 mil pessoas. Um evento de grande porte, que promove mais de 1.400 empregos diretos e reforça a economia da Capital, há um mês para o início da alta temporada. “O turismo está diretamente ligado à indústria do entretenimento. Empreendimentos como o FOLIAnópolis são, em grande medida, os vetores mais relevantes de atração de turistas, em especial em períodos onde existe capacidade instalada em ociosidade”, analisa Doreni.

Para Maria Cláudia Evangelista, diretora executiva do FCVB, a presença do FOLIAnópolis no calendário da cidade fortalece a divulgação da Capital. “A participação de artistas e de um público que é fiel a este tipo de evento maximiza e promove a imagem da Capital na mídia – tanto local quanto nacional”, comemora.

Lotação máxima

Gerente comercial do Florianópolis Palace Hotel, Rogério Rubi celebra a terceira edição do FOLIAnópolis. “Nossa expectativa cresce a cada edição que passa. Florianópolis está localizada em região estratégica, além de estar na mídia por sua elevada qualidade de vida e suas belezas naturais. Associar à imagem da Capital uma festa com perfil nordestino é agregar um forte diferencial ao turismo da Capital”, analisa. O FLOPH já registra 100% de ocupação para o período do evento.

Algumas características no perfil dos foliões chamam à atenção de Felipe Ilha, supervisor do Departamento Comercial do Cecomtur. “Percebemos que uma reserva chama a outra. A maior parte dos turistas que vêm para o FOLIAnópolis estão retornando. E estão trazendo amigos”. Há poucas vagas também no Baía Norte Hotel. “Nossa expectativa é dedicar 40% dos apartamentos aos turistas do FOLIAnópolis” pontua o supervisor de vendas Gilson Hornburg, que identifica um crescimento na demanda em relação à edição anterior do evento.

Para Luciano Schroeder, vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Santa Catarina, o evento se traduz em um importante aporte financeiro para os hotéis do Centro e Continente. “Os três dias de evento representam um incremento de 5 a 10% no faturamento do hotel e isto é um valor significativo” aponta, complementando que o FOLIAnópolis representa uma variação de 15% na ocupação de leitos. “No entanto, temos que levar em consideração que só 20% dos turistas usam os hotéis. Os outros 80% ficam em casa de parentes ou amigos ou alugam imóveis”, pontua Schroeder.

Gestor de Turismo do Sebrae, Wilson Sanches, coordena o Arranjo Produtivo Local do Turismo, que orienta pequenas e médias empresas do segmento a incentivar o retorno do turista em outras épocas do ano. “A preocupação principal é diminuir os riscos da sazonalidade e uma das saídas é oferecer opções diferenciadas”, pontua.

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