A advogada Iriana Custódia Koch coordena a Campanha Outubro Rosa 2026 da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Florianópolis, instituição em atividade desde 1986 que completa 40 anos. A experiência no Direito Tributário ganhou uma nova dimensão na trajetória da advogada, escritora e doutoranda, com atuação em Direito da Saúde e participação em entidades de defesa dos pacientes oncológicos: ela transformou parte de seu conhecimento jurídico em trabalho voluntário dedicado às mulheres que enfrentam o câncer.
Iriana também coordena o Programa Advocacy em Saúde, em Florianópolis e na Rede Feminina Nacional de Combate ao Câncer, em Brasília. A relação com a causa não começou agora: ao longo dos anos, ela vem participando de iniciativas voltadas à informação, à cidadania e à defesa dos direitos de quem passa pelo tratamento oncológico.
Voluntária da AMUCC – Amor e União Contra o Câncer desde 2021, entidade da qual integrou a diretoria de 2023 a 2026, Iriana integra o Conselho Superior da FEMAMA – Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama. Preside ainda a Comissão de Saúde da ABMCJ/SC – Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica e integra a Comissão de Direito da Saúde da OAB/SC, frentes em que participa de discussões sobre políticas públicas de saúde e acesso ao tratamento.
Como o Direito ajuda mulheres com câncer de mama?
A orientação jurídica não substitui o tratamento médico, mas ajuda a paciente a compreender quais caminhos pode buscar e quais direitos a legislação prevê ao longo do tratamento. O trabalho nasceu de uma percepção prática: além de enfrentar a doença, muitas mulheres precisam lidar com dúvidas sobre exames, tratamentos, afastamento do trabalho, benefícios e acesso aos serviços de saúde. É nesse ponto que o conhecimento jurídico se torna uma ferramenta de acolhimento.
A dimensão do desafio cabe em um número: o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 781 mil novos casos de câncer por ano no Brasil no triênio 2026–2028. Por trás de cada um deles há uma pessoa que, no mesmo dia em que recebe o diagnóstico, passa a precisar de respostas que não estão no laudo. E uma das barreiras mais prejudiciais nesse caminho é silenciosa: a falta de acesso à informação.
Uma das contribuições dessa trajetória está ligada à cartilha “Direitos da Pessoa com Câncer”, publicação da AMUCC que reúne informações para pacientes e familiares sobre direitos e benefícios previstos na legislação. A 5ª edição recebeu o Prêmio Nacional de Advocacy em Saúde FEMAMA 2026, entregue no Interlegis, no Senado Federal. O tema dialoga com outras frentes do Outubro Rosa no portal, como a ampliação dos valores da reconstrução mamária no SUS em Santa Catarina e o papel do diagnóstico por imagem das mamas.

O que são o Passaporte dos Direitos e o Banco de Leis?
Foi para derrubar a barreira da desinformação que Iriana criou o Passaporte dos Direitos, guia que reúne, em linguagem simples, os direitos da pessoa com câncer e que agora ganha lançamento em âmbito nacional, acompanhado de um aplicativo web. A escolha do formato tem razão de ser: as leis mudam o tempo todo, e um material impresso envelhece no dia seguinte a uma nova norma. No aplicativo, o conteúdo é atualizado sempre que a legislação muda, para que a informação que chega à paciente seja a que vale hoje.
Junto com o Passaporte, Iriana lança o Banco de Leis, um banco de dados aberto no qual legisladores e cidadãos podem tanto indicar leis que funcionam em seu município quanto buscar ideias para levar à sua cidade. Muitas vezes, uma lei que facilita a vida da população existe a menos de dez quilômetros de distância, no município vizinho, e ninguém do lado de cá sabe. Na prática, há pessoas que procuram um comprovante de residência na cidade ao lado para ter acesso a um direito que a sua não oferece.
Com o Banco de Leis, o caminho se inverte: qualquer pessoa pode copiar o texto e entregá-lo aos vereadores de sua cidade, pedindo um projeto de lei no mesmo sentido. Para Iriana, o empoderamento da população passa pela informação, e essa é a missão que ela assumiu: conectar as pessoas aos seus direitos e tornar esse arcabouço acessível ou, ao menos, oferecer um norte a quem hoje enfrenta o câncer.
A atuação chegou também ao Senado Federal, onde a advogada participou de audiências públicas sobre prevenção e tratamento do câncer, levando ao debate a experiência das entidades que acompanham de perto as dificuldades enfrentadas pelos pacientes. E alcançou o cenário internacional: Iriana esteve na Assembleia Mundial da Saúde, da Organização Mundial da Saúde (OMS), realizada na sede da ONU em Genebra, na Suíça.
O que a Rede Feminina promove no Outubro Rosa 2026?
Em Florianópolis, o trabalho se conecta diretamente à realidade da Rede Feminina de Combate ao Câncer, que oferece prevenção, diagnóstico precoce, informação e acolhimento. Na coordenação do Outubro Rosa deste ano, a voluntária participa da construção de uma programação que reúne ações de conscientização, prevenção e mobilização da sociedade. A instituição realiza 400 atendimentos e exames preventivos todos os meses do ano; foram 6.578 atendimentos no ano passado, e mais de 80 mil pessoas já passaram pela casa. O portal já registrou o Café com a Imprensa da Rede Feminina na abertura da campanha.
Com o tema “Troque olhares de gentileza com você mesma”, a campanha de 2026 reforça uma mensagem que acompanha a atuação de Iriana: informação também é uma forma de cuidado. Para uma mulher que recebe o diagnóstico de câncer, saber onde procurar ajuda e compreender seus direitos pode trazer mais segurança para enfrentar as diferentes etapas do tratamento.
O câncer de mama é o tipo mais incidente entre as mulheres no Brasil e no mundo, e o diagnóstico precoce aumenta de forma significativa as chances de sucesso do tratamento. A Rede Feminina acredita que prevenção e diagnóstico precoce salvam vidas, e o recado para que a mensagem de outubro ecoe por todo o ano é direto: informação é poder. Mulheres, priorizem-se, façam seus exames. Troque olhares de gentileza com você mesma e cuide-se: você é o amor da vida de alguém.
Leitura DONI: Outubro Rosa não é só laço na lapela. É cartilha, aplicativo, banco de leis e alguém que traduz a legislação para quem está no meio do tratamento, num trabalho que não termina em outubro e chega aos 40 anos de uma casa que já recebeu mais de 80 mil pessoas.
Quem é Iriana Custódia Koch?
Iriana Custódia Koch é advogada e administradora, com MBA em Planejamento Tributário, doutoranda em Direito e pesquisadora em Direito da Saúde, com escritório de advocacia em Florianópolis e em Brasília. No voluntariado, atua na gestão de projetos sociais e políticas públicas, coordena o Programa Advocacy em Saúde da Rede Feminina Nacional de Combate ao Câncer e da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Florianópolis, é conselheira superior da FEMAMA, preside a Comissão de Direito da Saúde da ABMCJ/SC e é membro da Comissão de Direito da Saúde da OAB/SC.
Em resumo
- Iriana Custódia Koch coordena o Outubro Rosa 2026 da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Florianópolis, que completa 40 anos.
- A 5ª edição da cartilha “Direitos da Pessoa com Câncer”, da AMUCC, recebeu o Prêmio Nacional de Advocacy em Saúde FEMAMA 2026.
- Ela lança em âmbito nacional o Passaporte dos Direitos, com aplicativo web atualizado conforme a legislação, e o Banco de Leis, base aberta de leis municipais.
- A Rede Feminina faz 400 atendimentos e exames preventivos por mês; foram 6.578 no ano passado.
- Tema da campanha 2026: “Troque olhares de gentileza com você mesma”.
Serviço
O quê: Rede Feminina de Combate ao Câncer de Florianópolis – Outubro Rosa 2026 (coordenação: Iriana Custódia Koch)
Onde: Rua Rui Barbosa, 736 – Agronômica – Florianópolis/SC
Telefone: (48) 3224-1398
Instagram: @rfcc_florianopolis
Fonte: Assessoria de imprensa (Maristela Brittes). Foto: Acervo pessoal.



