Presente para Florianópolis

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Joaquina ganha passarela de madeira sobre as dunas, com rampa a partir do estacionamento

Estrutura de 185 metros foi concluída em 13 de outubro, custou cerca de R$ 695 mil e fica pronta mais de dois meses antes do verão.

Avenida da Saudade, no Itacorubi: pedestres e ciclistas passam a usar desvio pelo aterro a partir desta sexta

Nova fase da obra começa na tarde de 16 de outubro e deve durar cerca de 15 dias; a ideia é terminar o trecho antes da temporada de verão.

Ciclo do Divino 2026 fecha neste domingo no Rio Vermelho, com 15 comunidades

Encerramento na Igreja de São João Batista reúne as comunidades festeiras da Capital; a procissão sai às 15h e o rito de fechamento está previsto para as 16h30.

Carnaval 2027 em Florianópolis: Luísa Sonza, Kevin O Chris e Dazaranha estão entre as atrações

Prefeitura e Hit Makers anunciam com quatro meses de antecedência a programação do Carnaval de Rua, de 6 a 9 de fevereiro, em nove arenas pela cidade.

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Artigo escrito por Matias Boll – Engenheiro agrônomo (DC, 15/11/2009)

A Florianópolis dos dias atuais lembra um barco de refugiados. Superlotado de almas esperançosas em viver num lugar melhor, a vida no barco é um caos. Pior, o barco corre sério risco de afundar antes de chegar ao destino sonhado. Por que, então, continuamos a admitir pessoas a bordo? Não é possível que uma cidade que dispõe de alguns dos melhores profissionais e escolas de engenharia do continente não faça uso intensivo de princípios básicos de engenharia para seu planejamento e crescimento urbano. Alguns exemplos: adequação do gabarito dos bairros para a estrutura existente; adequação do número de habitantes dos bairros às avenidas e calçadas disponíveis; adequação do número de habitantes por bairro aos serviços de luz, água, etc; adequação do espaçamento entre edifícios de forma a que níveis mínimos de insolação, ventilação e circulação sejam respeitados; e instalação, nos bairros, de áreas de lazer mínimas por habitante, com quadras, parques, estacionamentos e outros equipamentos.

Do ponto de vista de sustentabilidade da cidade, uma nova torre de 12 andares tem um custo enorme às futuras gerações, demandando obras, vias maiores, serviços de segurança e outros. É óbvio, pela situação presente, que essas condições jamais serão oferecidas. Não há como controlar o número de carros que a população compra. Mas o gabarito deve ser administrado e limitado pelo poder público com base em critérios técnicos. Não há mais tempo para discussão e teorizações. A água está batendo nas canelas e o navio balança. O prefeito, a Câmara e o Ministério Público podem dar a Florianópolis o maior presente de Natal que esta cidade já teve: a perspectiva de um futuro para nós e nossos filhos.