Psicólogo canadense Paul Bloom encerra o Fronteiras do Pensamento na noite desta quarta-feira

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O psicólogo canadense Paul Bloom faz nesta quarta-feira, 27, às 20h, a última conferência da quarta edição do ciclo de altos estudos Fronteiras do Pensamento. O evento será no Teatro Pedro Ivo e os ingressos podem ser adquiridos no site Blueticket, 

Como fio condutor da edição 2014 está a reinvenção do mundo. O tempo total de palestra é de uma hora e meia com espaço aberto ao público para participar com perguntas aos conferencista. O evento abriu na segunda-feira, 25, com o escritor moçambicano Mia Couto. Na terça foi a vez do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis.

Paul Bloom

Suas pesquisas exploram como as pessoas percebem o mundo físico e social, e é considerado um dos maiores teóricos sobre o aprendizado. Nesse sentido, é fácil explicar o desejo de se aquecer durante o frio, de se alimentar quando se está com fome e de se reproduzir. Essas são todas questões evolutivas necessárias para a sobrevivência da espécie.

Mais difícil de explicar é, no entanto, o gosto dos humanos pelas artes, como pintura, arquitetura e música e tão difícil quanto é explicar as diferentes sensações de prazer que uma pessoa recebe ao ser confrontado com dois produtos idênticos, sendo um deles o original e outro uma réplica. Para o usuário, ter uma boneca original dá mais prazer do que ter uma réplica da própria. Por que, por exemplo, ter uma obra de Vincent Van Gogh ou de Leonardo Da Vinci pode parar de significar qualquer coisa no momento em que quem a possui descobrir que ela é uma réplica? Onde estão as origens desse tipo de prazer humano?

Podemos partir do ponto que é sempre melhor possuir um original que uma cópia porque sempre haverá menos originais que cópias. Mas Paulo Bloom vê mais que isso, que nossas sensações estão relacionadas à nossas crenças. Um exemplo é o gosto de uma comida que está relacionada ao que achamos dela.
Atualmente, Paul Bloom é professor de psicologia de Yale e tem diversos artigos publicados em revistas científicas como Nature e Science, além de possuir colunas em diversos jornais internacionais.