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sexta-feira, maio 20, 2022
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Vigilância Epidemiológica de São José orienta para eliminação de caramujos africanos

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Vigilância Epidemiológica de São José orienta para eliminação de caramujos africanos

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A Vigilância Epidemiológica de São José está orientando a população sobre o Caramujo Gigante Africano, também conhecido como Achatina fulica, que costuma aparecer em épocas de chuvas. A presença do animal deve ser avisada pelo telefone (48) 3249-1895. Embora não seja venenoso, o molusco é hospedeiro intermediário de duas espécies de parasitas que podem causar infecções abdominal ou meningoencefálica. Por isso, o cuidado no manejo e eliminação dos caramujos deve ser redobrado.

O caracol vive em locais com pouco saneamento, geralmente em terrenos baldios com entulhos, e costumam aparecer em épocas de chuvas para se alimentarem de folhas, flores e frutos.

Segundo a diretoria da Vigilância Epidemiológica, Mariliz Cabral Broering Diener, a população deve fazer denúncias para que a Vigilância tome as devidas providências. “Embora não seja a época de grande proliferação do molusco, que ocorre entre novembro e março, período mais chuvoso, a população deve ficar atenta às medidas de prevenção e controle”, explica Mariliz.

O coordenador do Programa de Endemias de São José, Ademir Rosa, ressalta que uma das formas mais eficazes de combater o animal é mantendo os terrenos sempre limpos. “Devido ao elevado risco de intoxicação de animais domésticos, aves, crianças, adultos e até contaminação do solo e água, não devemos utilizar veneno”, complementa o coordenador de Endemias.

O molusco pode ser catado manualmente, mas o cidadão deve usar luvas de borracha e um saco de lixo. Alguns caramujos ficam semienterrados. Se ocorrer algum contato acidentalmente, as mãos devem ser lavadas com água e sabão. O mesmo cuidado deve ser tomado quando for recolher os ovos, que são um pouco maiores que uma semente de mamão e de coloração branco-amarelado.

O descarte do caracol pode ser feito em lixo comum desde que o molusco e os ovos estejam armazenados em dois sacos plásticos. As conchas e os ovos devem ser quebrados com martelo ou pisando em cima com calçado fechado e cobertos com sal ou cal. Outra opção para matá-los é jogar água fervente num recipiente. Em seguida, é preciso retirar as luvas e lavar as mãos com água de sabão.

O caramujo africano pode atingir aproximadamente 20 centímetros de comprimento e pesa até 200 gramas. Ele é maior, mais alongado e mais escuro do que a espécie nativa. Além do contato físico, a infecção pode ocorrer por ingestão de hortaliças contaminadas com o muco deixado pelo caramujo ao se movimentar.

Uma das medidas de segurança é lavar bem as frutas, verduras e legumes e fazer a desinfecção com água sanitária. Colocar em imersão uma colher de chá de água sanitária para um litro de água, de 15 a 30 minutos, antes de consumir esses alimentos. Após, lave bem os alimentos com água corrente.

As informações são da Assessoria de Imprensa da Prefeitura de São José. 

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