Exposição que comemora 85 anos de Eli Heil abre nesta quarta-feira em Florianópolis

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Será aberta nesta quarta-feira, 10, uma exposição que perpassa toda a trajetória da artista palhocense Eli Heil, que está completando 85 anos. O Museu de Arte de Santa Catarina (Masc), espaço administrado pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC). A mostra será aberta às 19h30; antecedida de conversa com a artista, às 18h30, no Museu localizado no Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis. A entrada é gratuita e a exposição poderá ser visitada até o dia 22 de março. As informações são da Assessoria de Imprensa da FCC.

:::::::::::: Leia reportagem especial que o DeOlhoNaIlha fez no Mundo Ovo de Eli Heil, em janeiro de 2013

Está é a 14ª vez que Eli Heil apresenta uma exposição individual no Masc. A trajetória da artista e da instituição se cruzaram muitas vezes, fazendo dele o museu onde a artista mais expôs e dela a artista com maior número de individuais no museu, desde as suas primeiras exposições no então Museu de Arte Moderna de Florianópolis (MAMF) na década de 1960. A curadoria da mostra é de Ylmar Corrêa Neto e Adriano Pauli.

A retrospectiva incluirá pinturas e desenhos de cada década da produção da artista, além de três séries (12 desenhos em branco e preto, 50 desenhos coloridos e 40 pequenas pinturas) e
três grandes painéis inéditos (dois com cerca de 20 metros de extensão e um com 32 metros de extensão), perfazendo cerca de 160 obras. Além de várias obras pertencentes ao acervo do Masc, o ateliê da artista e duas coleções particulares emprestarão a maioria das peças.

O catálogo da exposição contará com reprodução de todas as 54 obras do acervo do Masc, incluindo as não selecionadas para a exposição, permitindo a documentação da maior coleção pública da artista fora da Fundação Mundo Ovo de Eli Heil. Outras 36 obras selecionadas entre as expostas serão incluídas permitindo a necessária documentação da evolução da obra da artista nos seus 53 anos de carreira. Uma cronologia da vida e obra de Eli, com ênfase na relação da artista com o museu, acompanhará as 90 reproduções coloridas.

Sobre Eli Heil

Eli Malvina Heil nasceu em 1929, na cidade de Palhoça, Santa Catarina. Viveu sua infância e juventude no município vizinho de Santo Amaro da Imperatriz, tornando-se professora de educação física. Oportunamente, mudou-se para Florianópolis, onde lecionou em um colégio da capital, antes de dedicar-se integralmente à atividade artística.

Pintora, desenhista, escultora e ceramista autodidata, participou de inúmeras exposições no Brasil e no exterior. Realizou um trabalho único, de difícil classificação, que na XVI Bienal Internacional de São Paulo foi catalogado como “Arte Incomum” (Art Brut). “A arte para mim é a expulsão dos seres contidos, doloridos, em grandes quantidades, num parto colorido”.

Em seu processo de criação utilizou os mais diversos materiais (saltos de sapato, tubos de tinta, canos de PVC, etc.) e inventou inúmeras técnicas.