Vendas da indústria catarinense ficam estáveis em março

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O faturamento da indústria catarinense ficou praticamente estável em março, oscilando -0,1% em relação ao registrado no mesmo mês do ano passado. Na comparação com fevereiro, no entanto, as vendas foram 21,7% maiores. Entre os motivos desta alta estão o aumento na demanda, o fim da paralisação dos caminhoneiros e o retorno de trabalhadores que estavam em férias coletivas. Os dados integram a pesquisa Indicadores Industriais, divulgada pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) nesta sexta-feira, 8.

No acumulado do primeiro trimestre, o faturamento do setor produtivo foi 7,5% menor que em 2014. Os setores que registraram as maiores quedas foram os de alimentos (-19,1%) e vestuário (-17,5%). No mesmo período houve redução de 3,3% no número de horas trabalhadas na produção e recuo de 0,6 ponto percentual no indicador de utilização da capacidade instalada. A massa salarial real segue positiva, com elevação de 6,8% no período.

Balança comercial – Os embarques realizados nos portos catarinenses recuaram 11% em abril, na comparação com mesmo mês do ano passado, para US$ 786,6 milhões. No primeiro quadrimestre, as exportações acumulam queda de 8,6%, ficando em US$ 2,550 bilhões. Três entre os cinco principais produtos da pauta de exportações recuaram no período: frango (-13,6%), soja (-18,2%) e motores e geradores elétricos (-16%). As altas foram registradas por tabaco (29,7%) e os blocos e cabeçotes de motores (4,4%).

As importações também estão negativas no acumulado dos quatro primeiros meses do ano, com os desembarques ficando em US$ 5 bilhões, 5,2% a menos que no mesmo período de 2014. Desta forma, a balança comercial catarinense acumula déficit de US$ 2,448 bilhões no ano.