Em depoimento à CPI dos Radares da Câmara de Vereadores de Florianópolis nesta quinta-feira, 17, o ex-presidente da Casa, César Luiz Belloni Faria, afirmou que a indicação de Júlio Pereira Machado, o Caju, para o cargo de secretário adjunto da Secretaria de Segurança e Defesa do Cidadão de Florianópolis foi do prefeito Cesar Souza Jr.
Em depoimento à Polícia Federal, no âmbito da Operação Ave de Rapina, que investiga corrupção na administração pública e na Câmara, o prefeito negou a informação.
Já para a função de diretor de operações do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF), o vereador admitiu que foi dele a indicação para o cargo, no qual Júlio ficou apenas 20 dias.
Assim como fez durante depoimento ao Conselho de Ética, César Faria garantiu ser inocente e ressaltou que houve um grande equívoco durante a investigação.
Sobre a apreensão de Júlio Pereira e Jean Carlos Cardoso, no Rio Grande do Sul há exatamente um ano com cerca de R$ 100 mil e um aditivo contratual para a empresa Kopp, o depoente explicou que ficou sabendo do episódio no dia seguinte, 18 de setembro de 2014, e que assim que tomou conhecimento procurou o prefeito para tomar providências, o que foi realizado com a exoneração dos servidores.
Questionado sobre o relacionamento que tinha com os empresários indiciados pela Operação Ave de Rapina, César Faria afirmou que conhecia apenas os proprietários da Focalle, José Norberto D’agostini e José D’agostini Neto, e contou sobre um encontro que teve com os empresários em um café no Centro da cidade. “Além dos dois, tinham dois menores de idade e uma mulher que eram da família deles. Chega a ser ingenuidade alguém pensar que este tipo de encontro era para tratar de algo escuso.”
O vereador Edmilson Pereira (PSB), vice-presidente da Câmara e integrante da CPI dos Radares, destacou que o trabalho da CPI busca esclarecer vários fatos da investigação, entre eles o motivo da polícia não ter deixado o dinheiro chegar ao seu destino final. “A CPI vai comprovar como funcionava e quem fazia parte do esquema. A Câmara foi envolvida para desviar o foco”, concluiu.



