O "Grupo Abelhas, colmeia do bem" completou 20 anos como entidade de utilidade pública em Florianópolis no último dia 5. Há 28 anos – que vão se completar em novembro -, o grupo promove atendimento gratuito e orientação a gestantes de baixa renda no bairro Monte Cristo, região continental da cidade.
As mulheres que procuram o grupo enfrentam obstáculos como a falta de escolaridade, o amadurecimento precoce, o contato com drogas, a falta de apoio familiar e principalmente a necessidade financeira.
Iraci Kurth Quadro, fundadora e presidente da entidade, conta que muitas mulheres batem na porta da ONG todos os dias, geralmente os problemas são os mesmos e devido a isso não se sente capaz de destacar um caso singular. ”Todas passam pelos mesmos problemas”, relata.
Exemplos
Muitas das gestantes estão na faixa dos 20 a 30 anos, são jovens mulheres que não tiveram instrução sexual na vida, como o caso da gestante Vanuza Felisberto, de 23 anos. Ela conheceu as “abelinhas” na primeira gestação quando tinha apenas 17 anos, através de outras amigas que engravidaram muito cedo.
Na época, esperava um menino, Maicke Rian, atualmente com cinco anos. Vanuza explica que encontrou naquela casinha amarela o apoio necessário para entender melhor o que significava ser mãe, uma vez que a família não deu apoio a ela. O que faltava à Vanuza era atenção.
Em função da imaturidade da época, a mãe de primeira viagem lembra que com a ajuda das atividades implantadas na ONG pôde ter uma gravidez mais tranquila, especialmente junto da psicóloga que atuava na época. Ela era uma adolescente que não tinha perspectiva nenhuma e não entendia nada da vida, muito menos o que faria no futuro. Hoje Vanuza está grávida do segundo filho e retornou ao Grupo Abelhas para fazer aulas de tricô.
Outra assistida que já tem filhos é Camila Beatriz da Luz, 21 anos, grávida de seis meses e mãe de uma menina de três anos, Flávia Beatriz da Luz . Ela conta com uma boa estrutura familiar, embora não tenha recursos financeiros, tem ao seu lado hoje um marido que apoia a gestação. Na primeira gravidez, Camila passou por muitas turbulências com o ex-marido, como traição e drogas, que foram motivos para que ela ficasse desamparada.
Contato
Quem quiser contribuir com o Grupo Abelhas pode escrever para onggrupoabelhas@gmail.com, ligar para (48) 3240-9511 ou visitar a entidade na Rua Edelberto de Oliveira, 308, Monte Cristo.




