ACIF se manifesta sobre paralisação dos motoristas e cobradores

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A Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF) divulgou uma nota nesta quarta-feira, 28, repudiando a paralisação dos motoristas cobradores em Florianópolis. Confira o documento na íntegra.

"A Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF), representante de mais de três mil associados que geram empregos e contribuem com o desenvolvimento da cidade, vem a público repudiar veementemente mais uma paralisação do transporte coletivo municipal. É inadmissível que uma categoria profissional há anos utilize o direitoconstitucional de greve e a prestação de um serviço fundamental como escudo para seus desmandos. Ao não cumprir as determinações do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), de frota mínima e aviso prévio antes da paralisação, o Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Urbano (Sintraturb) mostra seu total desrespeito ao Judiciário e faz um ‘convite’ ao descumprimento das leis e das determinações impostas pela Justiça. Com mais esta paralisação, que até o momento não explicita as reais reivindicações dos trabalhadores e demonstra a total intransigência de seu sindicato, toda a população de Florianópolis é prejudicada direta e indiretamente, não podendo cumprir seus compromissos profissionais e pessoais, muitas vezes inadiáveis e intransferíveis. A diminuição drástica do fluxo de pessoas também prejudica o comércio, que apresenta perdas irreparáveis em seu faturamento.

Desta forma, a ACIF espera que:

1) O Ministério Público se faça presente para dar rápida solução às divergências entre patrões e empregados, já que as negociações entre os sindicatos patronal e dos trabalhadores parecem há tempos esgotadas;

2) A Prefeitura de Florianópolis, concessionária do serviço, atue de maneira mais incisiva junto aos responsáveis que deixam refém de uma categoria toda a população. Além disso, que o poder público municipal, apesar de ter preparado um serviço alternativo para o transporte, com valores previamente combinados, coíba os abusos, que já estão sendo praticados, na cobrança destas passagens;

3) Investimentos em projetos alternativos de mobilidade sejam rapidamente colocados em prática. A constante repetição desta situação deixa claro o esgotamento deste único modelo de transporte público. É imprescindível termos mais alternativas que ajudem a diminuir os reflexos destas paralisações e estimulem a concorrência e a consequente melhora na prestação dos serviços à população."