Cultura Gigana no Cinema Falado do Museu Victor Meirelles

VariedadesCultura Gigana no Cinema Falado do Museu Victor Meirelles

Frio volta a SC com ciclone em alto-mar: mínima pode chegar a 0 °C na segunda e mar fica agitado no litoral

Defesa Civil prevê queda das temperaturas a partir de sábado (17), geada no Planalto Sul e no Meio-Oeste na segunda (19) e ondas de até 2,5 m em Florianópolis.

LIDE SC em São José: Décio da Silva, da WEG, detalha governança familiar e defende separar acionista e executivo

No encontro do LIDE Santa Catarina na Energiluz, nesta sexta-feira (16), o presidente do Conselho da WEG explicou como funciona a WPA e o conselho de família; painel reuniu Koerich, Docol, Ábaco, Herval, Nexti e Cota Real.

CODEPLAN inicia PPP de iluminação pública e cidades inteligentes para oito municípios do Planalto Norte

Reunião de abertura em Mafra, nesta sexta-feira (16), reuniu prefeitos, BRDE e o Consórcio Pontos de Luz; a previsão é de cerca de 18 meses até o leilão da concessão.

Fórum gratuito da ACATMAR qualifica para a economia do mar, que emprega quase 240 mil em SC

O VI Fórum de Capacitação Técnica ACATMAR acontece na terça-feira (20), no IFSC Câmpus Florianópolis-Continente, com nove palestras e inscrições gratuitas para quem trabalha ou quer trabalhar no setor náutico.

Compartilhe

06 de maio de 2010, 18:30 Sala Multiuso do Museu Victor Meirelles.

Latcho Drom é o filme programado para a próxima quinta-feira, dia 6 de maio, às 18h30min, dentro do Projeto Cinema Falado do Museu Victor Meirelles. O nome significa “estrada segura” ou “boa viagem”, no dialeto cigano. Quase um road-movie, o filme passa por vários países registrando musical e magistralmente, os costumes e tradições da cultura cigana.

A mediadora convidada da noite é Silvana Mariani, violonista formada pelo Conservatório de Música de Schaffhausen, na Suíça, com bacharelado e licenciatura em música. Tem experiência na área de literatura e cinema e atualmente faz pós-graduação em cinema com pesquisa na área de cinema e música. Silvana também dirigiu dois documentários, um sobre um violonista cego, daqui de Florianópolis, outro sobre o violinista catalão Luis Soler, que foi muito bem recebido no último Catavídeo.

Produzido em 1993, Latcho Drom é ao mesmo tempo bom para os ouvidos, já que é quase todo feito de música, mas também é um prazer visual, por suas belas paisagens, recantos e estradas dos quase dez países por onde passa, cheias de festas, celebrações e cerimônias.

O diretor do documentário, Tony Gatlif, nasceu na Argélia, em 10 de setembro de 1948. Filho de pais franceses, seu nome verdadeiro é Michel Dahamani. É descendente de ciganos romenos, povo sobre o qual pautou a maioria de seus 16 filmes, dos quais não apenas assina a direção e o roteiro, como também é responsável pela trilha musical.

A multiplicidade étnica, social e cultural que caracteriza Gatlif está no cerne de Latcho Drom, ou seja, o cinema-nômade, filmes de descobertas, personagens desenraizados. A postura do diretor de se transformar em estrangeiro, a fim de se identificar com aqueles que não têm vez nas representações caricaturais do cinema homogeneizante – desempregados, árabes, ciganos, pobres, mulheres, idosos, imigrantes –, alcança o ápice no extraordinário Latcho Drom, mistura de documentário e musical, em que o diretor faz da própria câmera personagem principal do filme, uma vez que é a sua presença que garante a existência (e a resistência) do povo e da cultura cigana para os espectadores.

Latcho Drom assume a forma de viagem que, durante um ano, do verão ao outono e do inverno à primavera, acompanha diversos grupos nômades, desde a Índia até a Espanha, passando pela Turquia, Romênia, Hungria, República Tcheca, Alemanha e França, relembrando o massacre nazista que dizimou milhares de ciganos nos campos de concentração e finalmente denunciando/exorcizando os crimes e preconceitos sofridos ao longo dos séculos. Por intermédio de rituais coletivos – que valem não pela codificação que instituem, mas sim, pelo reunir de pessoas a fim de compartilhar experiências individuais com a comunidade –, os quais se manifestam na música e na dança, Gatlif, com fé e alegria juvenis, acaba por celebrar a vida, que explode em cores, ritmos, movimentos e energia contagiantes.

Cinema Falado do Museu Victor Meirelles

Latcho Drom – 1993 – FRA – 103min
Direção de Tony Gatlif
Mediação: Silvana Mariani
Dia 06/05/2010 às 18h30min
Sala Multiuso do Museu Victor Meirelles
Rua Victor Meirelles, 59 – Centro – Florianópolis – SC
Tel.: 48 3222-0692