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sexta-feira, setembro 24, 2021
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Em uma década, número de importadoras sobe 53% em Santa Catarina

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Em uma década, número de importadoras sobe 53% em Santa Catarina

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Na última década, Santa Catarina registrou crescimento de 53% no número de empresas importadoras atuando no Estado. O salto foi de 1.567 em 2001 para 2.411 no ano passado. Os dados estão na publicação “Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012”, que a Federação das Indústrias (FIESC) lançou nesta quinta-feira (22), em Florianópolis.

Enquanto o número de importadoras registrou forte crescimento, a quantidade de empresas exportadoras se manteve praticamente constante no período, oscilando entre 1,4 mil e 1,6 mil companhias.

O crescimento da demanda interna e a apreciação cambial abriram oportunidades para a importação de mercadorias no Brasil, mostra a publicação. Mas em Santa Catarina outros fatores contribuíram para o crescimento das importações. Um deles foi a ampliação da infraestrutura portuária e o outro foi o programa de incentivos fiscais criado em 2007 pelo governo estadual, o Pró-Emprego, que concedeu redução da alíquota de ICMS para produtos importados via portos catarinenses.

Ao longo da década, as importações catarinenses, que em 2001 vinham predominantemente da União Europeia (34,5%) e do Mercosul (24,7%), passaram a ser lideradas pela Ásia (43%).

Com o substancial incremento de importadoras, as compras catarinenses no exterior cresceram 1.600% nos últimos dez anos. E a participação do Estado no total nacional passou de 1,5% em 2001 para 6,6% no ano passado.

Esse quadro explica a perda de cinco posições na participação de Santa Catarina no total das exportações brasileiras. O Estado, que hoje é o 10º no ranking, respondia por 5,2% das vendas internacionais do País em 2001 e fechou 2011 com 3,5%.

O levantamento mostra que Santa Catarina manteve saldo positivo da balança comercial de 2001 a 2005. De 2006 a 2008, o Estado continuou registrando superávit, mas com valores em declínio. A partir de 2009 a diferença entre exportações em importações ficou negativa e em 2011 o saldo registrou déficit de US$ 5,8 bilhões.

A publicação estará disponível para download no portal FIESCnet no endereço www.fiescnet.com.br, menu “publicações”.

Foto: Filipe Scotti

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