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quinta-feira, maio 26, 2022
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Empresa da bilhetagem presta esclarecimentos à CPI do Transporte Coletivo na CMF

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Empresa da bilhetagem presta esclarecimentos à CPI do Transporte Coletivo na CMF

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) fez a sua nona oitiva nesta quinta-feira (27/06). Prestou esclarecimentos o diretor técnico da Empresa 1, Marcionilio Barbosa Sobrinho. A Empresa 1 fornece o software de bilhetagem eletrônica do Sistema Integrado de Transporte Urbano de Florianópolis.

Marcionilio explicou como o sistema funciona e como é feita a segurança dos dados obtidos: “Os dados são criptografados e invioláveis, o sistema central processa as informações automaticamente e é possível ver o fluxo transportado via sistema, tanto a prefeitura, quanto o Consórcio Fênix, podem ter acesso a esses dados”.

As empresas que têm a concessão pública no Consórcio Fênix controlam os números dos usuários na cidade por meio de um sistema chamado SIGOM, operado pela Empresa 1, de Minas Gerais.

O vereador Renato Geske (PL), que é relator na CPI, questionou se a Empresa 1, sabe se a prefeitura confere esses dados, Marcionilio explicou que não sabe qual uso dessa informação está sendo feito pela Prefeitura.

Renato disse que o depoimento foi bem técnico e muito importante para que os vereadores entendessem como é feito o processo de bilhetagem: “Agora precisamos verificar se os dados são corretos, mas no momento não tenho nenhuma desconfiança em relação ao sistema”, afirmou.

O vereador Afrânio (PSOL), afirmou que o município não pode perder o controle, pois se não há controle, fica refém de quem controla a tecnologia, que nesse caso é o Consórcio Fênix: “Se ficar refém do sistema, quem pagará a conta é o usuário”.

O vereador Lino Peres (PT), relembrou outra oitiva, onde o Secretário Marcelo disse que tinha apenas 5 dias no final do ano para analisar o relatório do ano todo e entregar para o Conselho, que por suas vez tinha menos de 24 horas para analisar antes da votação do aumento da passagem: “Se os dados estão disponíveis, podem ser conferidos pela Prefeitura a qualquer momento, precisamos conferir se isso está sendo feito, precisamos dessa transparência”.

A Empresa 1 atua em Florianópolis há 11 anos e presta atendimento remoto. Marcionilio explicou que outros dados, como óleo, manutenção, não está incluso nos cálculos do software, somente a bilhetagem. A empresa provê o software, ensina a usar e dá todo o suporte caso haja algum problema, mas a operação é feita pelo Consórcio Fênix.

A CPI do Transporte Coletivo da Câmara Municipal de Florianópolis investiga se existem irregularidades no transporte coletivo da Capital referentes ao processo de licitação para a concessão do serviço, ao aumento da tarifa ao longo dos anos, de transporte e também na falta de utilização dos terminais da região continental e do bairro Saco dos Limões.

Nas próximas duas semanas, serão ouvidos os Secretários, Michel Mittmann e o ex-secretário Marcelo Silva, que já depôs como integrante do Conselho de Mobilidade Urbana. Os membros da CPI também irão até o centro de operações do Consórcio Fênix para ver como funciona e tirar dúvidas.

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