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domingo, outubro 24, 2021
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Endividamento cai, mas inadimplência dos catarinenses permanece elevada

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Endividamento cai, mas inadimplência dos catarinenses permanece elevada

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A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor catarinense do mês de julho, feita pela Fecomércio-SC, apontou uma queda no percentual de famílias endividadas, tanto em relação ao mês anterior (2,5 pontos percentuais) quanto ao mês de julho de 2014 (4,5 p.p.). O índice que estava em 57,4%, passou para 52,9%.

No entanto, a pesquisa revelou também que o número de famílias com contas em atraso e que não terão condições de pagar permanece próximo à máxima histórica, com 10,1%. Isso é reflexo da retração da renda, que diminui os recursos disponíveis para o pagamento das dívidas, gerando aumento controlado da inadimplência.

O percentual de famílias com contas em atraso caiu para 18,2%. No mês passado, encontrava-se em 19,3% e, em julho de 2014, 18,5%. As famílias com renda superior a 10 salários mínimos estão mais endividadas (55,2%), em comparação com as famílias de renda inferior a 10 salários mínimos (54,3%). Já a percepção do nível de endividamento das famílias diminuiu no nível mensal. O percentual dos muito endividados, que estava em 14,1% no mês passado, agora está em 13,7%.

Em relação aos tipos de dívida dos catarinenses, o cartão de crédito continua sendo o principal agente do endividamento, com 45,3%. Em segundo, terceiro e quarto lugares aparecem, respectivamente, os carnês (27,8%), financiamento de carro (27,6%), crédito pessoal (19,4%). No que diz respeito ao tempo de comprometimento com as dívidas, a maioria dos catarinenses endividados tem dívidas por mais de um ano (50,9%).

A parcela da renda das famílias comprometida com dívidas caiu entre junho e julho para 31,9% ou seja, em níveis que ainda geram certa preocupação. O tempo de comprometimento com dívidas, de 9,1 meses, também manteve-se estável no seu maior nível.

Cidades

Nas cidades, Florianópolis é a que tem o maior percentual de famílias endividadas, com 86,5%. Na sequência, vêm Blumenau com 49%, Itajaí com 48,1% e Joinville com 36,5%. Em relação ao percentual de famílias com contas em atraso, Florianópolis também lidera com 26,8%.

Joinville tem o maior número de famílias que não terão condições de pagar, com 12,5%. Quanto ao nível de endividamento, a Capital lidera entre os muito endividados, com 28,7%, e Chapecó tem o menor percentual nesse indicador, com 5,9%.

Já em relação aos tipos de dívida nas cidades, o cartão de crédito continua sendo o principal agente do endividamento, com especial destaque para Florianópolis, com 63,1%. Os carnês, os financiamentos, tanto de carro quanto de casa, e o crédito consignado aparecem logo em seguida em quase todos os munícipios. Em Joinville, Chapecó, Itajaí e Blumenau, é possível destacar o crédito pessoal.

Nas contas em atraso, os chapecoenses, com a maior média do Estado, levam em torno de 72,7 dias para quitá-las, enquanto que Blumenau e Florianópolis têm a menor média do Estado, levando 63 dias. A cidade que apresenta o maior percentual de seus habitantes com uma percentual de renda comprometida com dívidas superior a 50% é Itajaí (25,6%). E, por isso mesmo, também ocupa o primeiro lugar na parcela da renda comprometida com dívidas (35%).

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