Especialista alerta: diabetes é um dos principais gatilhos para a cegueira evitável

SaúdeEspecialista alerta: diabetes é um dos principais gatilhos para a cegueira evitável

Frio volta a SC com ciclone em alto-mar: mínima pode chegar a 0 °C na segunda e mar fica agitado no litoral

Defesa Civil prevê queda das temperaturas a partir de sábado (17), geada no Planalto Sul e no Meio-Oeste na segunda (19) e ondas de até 2,5 m em Florianópolis.

LIDE SC em São José: Décio da Silva, da WEG, detalha governança familiar e defende separar acionista e executivo

No encontro do LIDE Santa Catarina na Energiluz, nesta sexta-feira (16), o presidente do Conselho da WEG explicou como funciona a WPA e o conselho de família; painel reuniu Koerich, Docol, Ábaco, Herval, Nexti e Cota Real.

CODEPLAN inicia PPP de iluminação pública e cidades inteligentes para oito municípios do Planalto Norte

Reunião de abertura em Mafra, nesta sexta-feira (16), reuniu prefeitos, BRDE e o Consórcio Pontos de Luz; a previsão é de cerca de 18 meses até o leilão da concessão.

Fórum gratuito da ACATMAR qualifica para a economia do mar, que emprega quase 240 mil em SC

O VI Fórum de Capacitação Técnica ACATMAR acontece na terça-feira (20), no IFSC Câmpus Florianópolis-Continente, com nove palestras e inscrições gratuitas para quem trabalha ou quer trabalhar no setor náutico.

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Doença afeta 20 milhões de brasileiros; prevenção ocular é fundamental para evitar perda de visão

O diabetes segue em expansão no Brasil e já atinge cerca de 20 milhões de pessoas, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). Isso representa aproximadamente 10% da população, colocando o país entre aqueles com maior número absoluto de casos no mundo. O alerta reforça a importância do Dia Mundial do Diabetes, lembrado em 14 de novembro, para conscientizar sobre diagnóstico precoce e prevenção de complicações, inclusive as que atingem os olhos.

De acordo com o IDF Diabetes Atlas, o Brasil ocupa o 6º lugar no ranking mundial de países com mais pessoas com a doença. A prevalência crescente tem impacto direto sobre a saúde ocular: o diabetes descompensado causa a retinopatia diabética, condição que pode levar à cegueira se não tratada. “A glicose em excesso danifica progressivamente os vasos sanguíneos da retina. É uma doença silenciosa, que muitas vezes só dá sinais quando já está avançada”, explica a oftalmologista Dra. Cláudia Nascimento, diretora clínica do Hospital de Olhos de Florianópolis (HOF).

Retinopatia pode evoluir sem sintomas

A especialista destaca que a retinopatia diabética ocorre tanto em pacientes com diabetes tipo 1 quanto tipo 2. “O excesso de açúcar no sangue causa microlesões nos vasos da retina. Sem tratamento, isso pode evoluir para oclusões vasculares, formação de novos vasos, que são frágeis e se rompem facilmente, causando hemorragias e até descolamento de retina”, detalha.

Apesar da gravidade, quando diagnosticada no início a doença tem taxas de controle e preservação da visão significativamente maiores. O problema é que muitos brasileiros ainda deixam de fazer o acompanhamento adequado.

Segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO), 11% dos brasileiros nunca passaram por consulta oftalmológica — número que salta para 15,7% na região Sul. “Muitas vezes o paciente ainda enxerga bem e acredita que está tudo certo, quando na verdade a doença já está instalada. A visão boa pode ser temporária. Por isso, o acompanhamento com o oftalmologista é indispensável para pessoas com diabetes”, reforça Dra. Cláudia.

A prevenção começa pelo controle e pelo exame. O cuidado com a visão passa por três pilares:

– controle glicêmico rigoroso;

– acompanhamento médico regular;

– exame de fundo de olho pelo menos uma vez ao ano, mesmo sem sintomas. Se a pessoa já é portadora de retinopatia diabética,  o intervalo de acompanhamento vai ser definido pelo oftalmologista. 

“Quando a retinopatia diabética é identificada precocemente, dispomos de tratamentos eficazes — como laser, medicamentos intraoculares e cirurgias — que ajudam a melhorar ou preservar a visão. O maior risco está no diagnóstico tardio”, conclui a oftalmologista.

Foto da doutora: Fernando Willadino