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segunda-feira, outubro 18, 2021
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Metade dos mortos em acidentes de trânsito em Florianópolis é motociclista, aponta estudo

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Metade dos mortos em acidentes de trânsito em Florianópolis é motociclista, aponta estudo

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Um estudo realizado pela Rede Vida no Trânsito, grupo composto pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), Ministério Público, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária Estadual, Instituto Médico Legal, Via Ciclo, além de órgãos públicos de saúde, comprovou que metade dos mortos em acidentes de trânsito em Florianópolis envolve motociclistas, cerca de 50 por ano. As informações são da Agência Alesc.

Somente o Hospital Governador Celso Ramos, uma das principais unidades de saúde de Florianópolis no atendimento a casos de emergência em ortopedia, recebe, em média, um novo caso a cada 40 minutos. Desde que assumiu o comando da instituição, em janeiro de 2013, Libório Soncini já contabilizou 4.248 atendimentos na especialidade médica. Destes, 2.732 eram vítimas de acidentes com motos. “Há menos de duas décadas, menos de 10% dos que procuravam o hospital era de pessoas acidentadas. Atualmente, esse grupo já compõe 53% dos atendimentos, sendo que 80% estão relacionados a acidentes com motocicletas”. No mês de julho, a unidade bateu seu recorde de cirurgias, realizando 945 procedimentos.

Em face à crescente demanda, a direção do hospital ampliou de quatro para 11 o número de salas de cirurgia e de 80 para 240 os leitos disponíveis. O tempo de hospitalização também foi reduzido de 25 dias para 24 horas.
Imprudência é a principal causa dos acidentes

De acordo com o 1º tenente Bombeiro Militar, Eduardo Silveira Peduzzi, do Grupo de Busca e Salvamento, unidade que presta atendimento a vítimas de acidentes de trânsito na região da Grande Florianópolis, as ocorrências estão diretamente ligadas à imprudência na condução deste tipo de veículo.
Apesar de não apresentarem um padrão, os registros envolvem, em sua maioria, homens, entre os 18 e 26 anos, e que utilizam a motocicleta em suas profissões, acrescentou.

Nas ocorrências atendidas pelos bombeiros, acrescentou Peduzzi, geralmente os motociclistas apresentam algum tipo de lesão nos membros inferiores, mas também na coluna cervical e, nos casos mais graves, traumatismo craniano. Ele orienta as pessoas que presenciem um acidente a não mexerem nas vítimas, limitando-se a ligar para as instituições que prestam resgate, como os Bombeiros Militares (193) e Samu (192).

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