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sexta-feira, dezembro 3, 2021
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Papel do Software Livre na Construção de Florianópolis como Capital da Inovação

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Papel do Software Livre na Construção de Florianópolis como Capital da Inovação

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Presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Inovação e Informática, o vereador Ricardo Vieira (PCdoB) promoveu, na tarde de terça-feira, dia 18 de outubro, uma discussão sobre o “Papel do Software Livre na Construção de Florianópolis como Capital da Inovação”, na audiência pública realizada no plenarinho da Câmara Municipal.

Coordenadora do Solisc – Congresso Catarinense do Software Livre, que vai acontecer entre os dias 21 e 22 de outubro, no Centro Multiuso de São José, Marlei Grolli, explicou que o Software Livre implica quatro liberdades: a de executar o software para qualquer uso; a de estudar o funcionamento de um programa e adaptá-lo às suas necessidades; a de redistribuir cópias; e a de melhorar o programa e de tornar as modificações públicas, de modo que a comunidade inteira se beneficie da melhoria.

De acordo com Marlei, uma vez que o código está disponível, o software deixa de ser um produto e passa a ser um serviço. Citando o exemplo do município de Nova Trento, que desenvolve um programa de inclusão digital e de acesso à internet em comunidades rurais isoladas, ela afirma que o software livre é um gerador de empregos e de oportunidades.

Conselheiro da Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico Sustentável, João Goularte lembrou que Florianópolis, que durante muito tempo alimentou a perspectiva de uma vocação econômica ligada à exploração do turismo, hoje assiste ao crescimento da atividade econômica voltada à tecnologia. De acordo com Goularte, o software livre permitiu que muitas empresas que utilizaram Linux embarcado e ou adaptado às suas necessidades se tornassem competitivas. Goularte também defendeu o incentivo à formação de técnicos que trabalhem com software livre e linguagem C.

Renato Marques, da Serpro – Serviço Federal de Processamento de Dados, disse que o governo federal utiliza o software livre desde 2004 e que, em 2007, foi criada a 11ª Regional de Operações da Serpro, em Florianópolis, justamente por ver a cidade como um polo de desenvolvimento tecnológico. Porém de acordo com Marques, falta mão de obra. “Temos mil vagas abertas, mas falta pessoal de nível técnico que domine Linux e Linguagem C”, disse.
Por fim, o secretário adjunto Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico Sustentável de Florianópolis, João Alexandre Piassini Silvério, disse que em breve o Executivo irá protocolar na Câmara de Vereadores a Lei de Inovação e, também, criar um fundo municipal para apoiar projetos de software livre.

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