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segunda-feira, maio 16, 2022
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Prefeitura de Florianópolis promove Seminário de Educação Inclusiva

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Prefeitura de Florianópolis promove Seminário de Educação Inclusiva

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A coordenação é da Secretaria de Educação de Florianópolis. O evento começa na terça e se estende até sexta-feira, no Hotel Morro das Pedras.

Para atingir o objetivo de assegurar a inclusão de alunos com deficiência, a Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis possui o serviço de Atendimento Educacional Especializado (AEE).

Algumas pessoas usam óculos, estão na cadeira de rodas ou têm problemas auditivos. Outras têm cegueira, surdez, deficiência mental, autismo ou altas habilidades. Porém, isso não pode impedir que sejam tratadas com respeito e que tenham direitos iguais. Ser diferente e ter singularidades faz parte da condição humana e a escola é um bom espaço para a derrubada desses preconceitos. Com atendimento a 460 crianças, somente na capital catarinense, a Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis (SME), por meio da Gerência de Educação Inclusiva, trabalha para que esses alunos freqüentem as classes comuns do ensino regular, aprendendo e participando sem nenhum tipo de discriminação. “Na educação não podemos ficar generalizando, devemos pensá-la individualmente, de forma que o acesso seja igualitário”, comenta a gerente de educação inclusiva , Geisa Böck.

Nessa perspectiva, a Prefeitura de Florianópolis realiza o VII Seminário de Educação Inclusiva: Direito à Diversidade. O evento, que ocorre de terça (07) a sexta-feira (10) , no Hotel Morro das Pedras, em Florianópolis, reunirá gestores da educação especial, representantes das unidades educativas e professores das instituições conveniadas e parceiras da rede de ensino da Capital.

Palestras

Na terça-feira, 7, às 10h, terá a conferência de abertura “A escola e sua relação com o sistema de ensino”, com a doutoranda em educação pela UNICAMP, Rosângela Machado. No período da tarde Rebecca Monte Nunes apresenta “Marcos legais na Educação Inclusiva e a convenção da ONU”.

Já na quarta-feira, dia 8, às 8h30, haverá a palestra “A organização e a gestão da escola para a inclusão”, com a doutora em educação pela Universidade Federal do Ceará, Selene Maria Penaforte. A conferência tratará das atitudes que os gestores devem tomar para que no meio escolar haja inclusão e não exclusão.

No período da tarde, às 13h30, ocorrerá a mesa redonda “Pais e filhos: trajetória escolar de pessoas com deficiência e a participação da família”. O design de moda, de São Paulo, Samuel Sestaro, estará presente no debate. Ele, que possui síndrome de down, falará no evento acompanhado da mãe, Vilma. Samuel defende que todos estudem em escolas regulares. Em março, em Brasília, na Câmara dos Deputados, ele salientou que “os pais devem dar a seus filhos e filhas todas as oportunidades de estudar em escolas regulares e conviver com pessoas da mesma idade, de namorar, de saírem sozinhos ou com os seus amigos. Nós só aprendemos fazendo”, frisou. A deficiente visual, Michelle Jacinto, 17, estudante do terceiro ano do ensino médio, no Colégio de Aplicação da UFSC, é outra presença garantida na mesa redonda. Michelle, que irá participar do evento com a avó Dagmar, prestará vestibular para Geografia.

Outros convidados

Quinta-feira, 9, a doutoranda pela USP e sócia fundadora da Associação Educacional para Múltipla Deficiência, Shirley Rodrigues, fará a palestra “Deficiência Múltipla e Surdocegueira: o acesso ao conhecimento na sala de aula regular”.

Outra palestra importante será “Rompendo barreiras atitudinais no contexto da educação inclusiva”, que ocorrerá na sexta-feira, dia 10, com Adriano Henrique Nuernberg, graduado em psicologia pela UFSC. Na apresentação será discutida práticas para que a sociedade perca preconceitos relativos às pessoas com deficiência.

Ainda na sexta-feira a pedagoga Maria Terezinha da Consolação vai falar sobre “A construção do projeto político pedagógico na escola da multipliscidade”. Para a pedagoga, “quando a escola entende que as diferenças existem e começa a trabalhar com elas, as mudanças ocorrem contemplando as demandas de todos e não apenas das pessoas com deficiência e outros alunos da educação especial. Esta é a forma efetiva de fazer acontecer o princípio democrático da educação com qualidade, que só se garante, quando a instituição escolar se especializa em todos os alunos e não em alguns deles”.

Objetivo

Para atingir o objetivo de assegurar a inclusão de alunos com deficiência, a Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis possui o serviço de Atendimento Educacional Especializado (AEE). Através deste programa, crianças e adolescentes tem garantido o acesso ao ensino regular.

O AEE identifica, elabora e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade que visam eliminar as barreiras para a plena participação dos estudantes, considerando as suas necessidades específicas. O Atendimento é realizado no período inverso ao da classe comum freqüentado pelo aluno e desenvolvido nas salas multimeios.

Nestes locais, são trabalhados com os alunos com deficiência questões específicas para que possam acompanhar em condições de igualdade aos demais alunos o ensino regular. Como exemplo, há o ensino de Libras para os surdos, braille para os cegos e comunicação alternativa para pessoas com inexistência da fala, entre outras ações.

Atualmente, a Gerência de Educação Inclusiva coordena o programa Educação Inclusiva: Direito à Diversidade para 35 municípios catarinenses, entre eles Biguaçu, Atalanta, Nova Trento e Ituporanga. Em 2010 a Secretaria de Educação do município foi destaque ao enviar duas profissionais de educação inclusiva para assessorar a formação de educadores, em educação especial, em Angola, na África.

Serviço

O quê: VII Seminário de Educação Inclusiva: Direito à Diversidade.

Quando: De 7 a 10 de junho.

Local: Hotel Morro das Pedras. Rua Manoel Pedro Vieira, 550. Florianópolis – SC

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