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sexta-feira, dezembro 3, 2021
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Um novo mix para o Mercado Público de Florianópolis

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Um novo mix para o Mercado Público de Florianópolis

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Por determinação judicial, a prefeitura de Florianópolis vai ter que licitar as locações dos boxes do Mercado Público. Há um grande preocupação a respeito da descaracterização do espaço que pode perder ainda mais suas “raízes” ilhoas. Sobre o assunto, o colunista Cacau Menezes, do Diário Catarinense, fez uma observação interessante: “Se o Mercado é público e não tem dono, todos os cidadãos são iguais perante a lei e devem ter o direito de disputar as vagas. Se querem preservá-lo, melhor seria uma lei municipal que disciplinasse o que pode ou não pode ser vendido no local, com estímulo à cultura local.”

A ideia é perfeita e encontra similaridade no que fazem há mais de 50 anos os bons shopping centers: o “tenant mix planning”, ou seja, o planejamento dos locatários. Envolve a seleção de lojistas por produtos à venda, tamanho das lojas, localização para influir no fluxo de pessoas e outras variáveis. O objetivo é dotar o empreendimento de oferta diversificada, complementar e sem concorrência predatória. O modelo aplica-se redondinho ao nosso Mercado Público. Qualquer centro comercial, antigo ou moderno, tem que ter um plano de ocupação e oferta, com locatários que se obrigam, contratualmente – sob pena de rescisão – a respeitar o portfolio de produtos estabelecido para o determinado espaço, inclusive quanto à origem das mercadorias. Mais: poderia até ser aplicado o modelo de aluguéis fixos mais variáveis (o maior dos dois) e as auditorias. Por tudo isso, tanto a Justiça quanto a prefeitura e os vereadores deveriam ouvir com atenção os especialistas da área, além de – no caso – os verdadeiros conhecedores da cultura que se quer e se precisa preservar.

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