Novo trapiche da Beira-Mar Norte custará R$ 1 milhão

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Local privilegiará visitantes e pescadores que usam principalmente redes de tarrafas

Na próxima semana começam as obras do novo trapiche da avenida Beira-Mar Norte em Florianópolis. As estacas em concreto estão sendo produzidas em uma empresa de pré-moldados na Ponte de Imaruim, em Palhoça. Com custo de R$ 1 milhão, o novo trapiche terá 5m30cm de largura e 61m80cm de comprimento. Pouco maior do que o antigo, interditado por falta de segurança em 2006.

O local, um dos pontos turísticos da Ilha de Santa Catarina, privilegiará visitantes e pescadores que usam principalmente redes de tarrafa. A previsão é de que seja entregue ao público no final de outubro. Mesmo que a revitalização da via não esteja totalmente concluída.

Capacidade

A capacidade é para receber simultaneamente três embarcações com cerca de 70 toneladas cada. A prefeitura promete uma infraestrutura adequada para o local.

— O projeto inclui proteção metálica para evitar a ação da maresia e iluminação cênica nos moldes da que existe na Ponte Colombo Salles — diz o secretário de Obras Luiz Américo.

Sobre o preço da obra, que teve custo divulgado na imprensa em R$ 4 milhões, o secretário diz:

— Desconhecemos a fonte da informação. Se custasse R$ 2 milhões já seria caro — sugere.

A nova estrutura faz parte das obras de revitalização da Beira-Mar Norte, que teve um custo inicial estimado em R$ 7,5 milhões. Mas o valor total passou para R$ 9 milhões, sendo R$ 6 milhões da Celesc e R$ 3 milhões da prefeitura.

Cópia do projeto

O anúncio do novo trapiche chamou a atenção da Associação Catarinense de Marinas, Garagens Náuticas e Afins (Acatmar), que solicitou uma cópia do projeto para a prefeitura. Ernesto São Thiago, da Comissão de Gerenciamento Costeiro no litoral de Santa Catarina explica os motivos:

— Como usuários gostaríamos de ter acompanhado o projeto. De acordo com infraestrutura, equipamentos, acessórios e do tipo de estaqueamento (se for solo rochoso é um preço, se for um lodo sem fim custa muito mais), os custos podem variar bastante.

Além disso, diz, uma rede de trapiches na Ilha e no Continente estimularia o uso de embarcações, a formação da mentalidade marítima e a educação ambiental:

— As pessoas, mesmo que não tenham um barco, teriam a chance de estar mais próximo do mar.

Nos cálculos da Acatmar, a cidade precisa de mais uns 20 trapiches como o da avenida Beira-Mar Norte. A carência existe em lugares da Ilha como em Santo Antônio de Lisboa, Ribeirão da Ilha, e no Continente.

— Locais como Coqueiros, para atender à respectiva Via Gastronômica, e na Praia da Palmeira, próximo ao Iguaçu são pontos que viriam a preencher esta carência — afirma a associação.

Interdição

O antigo trapiche, agora em ruínas, foi interditado pela Comissão Municipal de Defesa Civil de Florianópolis (Comdec), em 24 outubro de 2006.

A medida tinha caráter provisório e atendia a uma recomendação técnica do órgão por causa do comprometimento da construção. Havia rachaduras e os parafusos de fixação estavam enferrujados.

Com isso, as embarcações que usavam o local para embarque e desembarque de passageiros permaneceram no local.