Polícia Civil conclui inquérito sobre a onda de atentados em Santa Catarina

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O inquérito sobre a onda de atentados criminosos em Santa Catarina, registrados em novembro de 2012 e março deste ano, tem mais de 4 mil páginas, foi dividido em 13 volumes, concluído pela Polícia Civil – através da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC) – e seria enviado ainda nesta sexta-feira, 12, para o Fórum de Blumenau.

Além dos indiciados, relacionados ao tráfico de drogas e a facções criminosas, as investigações também apontam o envolvimento, seja direto ou indireto, dos suspeitos nas duas ondas de ataques contra bases policiais ou veículos do transporte coletivo.

Durante todo este tempo, as investigações da Polícia Judiciária Catarinense foram focadas, especialmente, na obtenção de provas e indícios para incriminar e, posteriormente, prender os mandantes dos ataques e os líderes de facções criminosas.

Além dos indiciados no inquérito policial, as investigações também culminaram com a prisão, seja em cumprimento a mandado ou em flagrante, de mais de 150 envolvidos. Em 70% dos casos, as prisões foram executadas por policiais civis.

Atualmente, a DEIC trabalha no combate ao crime organizado, com a apuração de crimes complexos e de impacto social. A força-tarefa montada pela Polícia Civil para combater a onda de ataques no Estado, na avaliação da DEIC, foi tão eficiente que a tendência é que todos estes crimes passem a ser apurados por uma divisão especializada.

A intenção é estabelecer um trabalho contínuo e integrado com outras unidades policiais e segmentos da segurança pública, envolvendo as Diretorias de Inteligência da própria Polícia Civil (DIPC) e da Secretaria de Segurança Pública (DINI), como os Núcleos de Inteligência das Delegacias Regionais (NINTs) e Divisões de Investigações das Delegacias do Estado (DICs).