Segunda dose da vacina contra o HPV já está disponível nos postos de saúde de São José

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A segunda etapa da vacinação contra o HPV foi iniciada nesta segunda-feira, 1, em todas as unidades de saúde de São José, na Grande Florianópolis. De acordo com a Secretaria de Comunicação da Prefeitura de São José, é indispensável que as adolescentes, de 11 a 13 anos, que já tomaram a primeira dose em março deste ano, retornem agora para garantir a imunização completa. A terceira dose, porém, só ocorrerá em 2019, cinco anos após a primeira.

Estudos apontam que a época mais favorável para a imunização é entre nove e 13 anos, preferencialmente antes do início da vida sexual. Como a oferta da vacina é gradativa, em 2015 serão vacinadas as adolescentes do sexo feminino na faixa etária nove a 11 anos e a partir de 2016, serão vacinadas as meninas de nove anos de idade.

A nova vacina foi incluída pelo Ministério da Saúde no Calendário Nacional de Vacinação com o objetivo de prevenir o câncer de colo de útero, que representa atualmente a segunda principal causa de morte entre mulheres no Brasil.

O HPV

A principal forma de transmissão do papilomavírus humano (HPV) é por via sexual. O HPV pode ser classificado em tipos de baixo e de alto risco de desenvolver câncer. Existem 12 tipos identificados como de alto risco que têm probabilidade maior de persistir e estarem associados a lesões pré-cancerígenas.

O Ministério da Saúde fornece a vacina quadrivalente papilomavírus humano, composta pelos tipos 6, 11, 16 e 18. O HPV de tipos 16 e 18 (alto risco) causam a maioria dos casos de câncer de colo do útero em todo mundo (cerca de 70%). Eles também são responsáveis por até 90% dos casos de câncer de ânus, até 60% dos cânceres de vagina e até 50% dos casos de câncer vulvar. Já os HPV de tipo 6 e 11 (baixo risco), encontrados na maioria das verrugas genitais e papilomas laríngeos, parecem não oferecer nenhum risco de progressão para malignidade.

Nas meninas entre 9 a 13 anos não expostas aos tipos de HPV 6, 11, 16 e 18, a vacina é altamente eficaz, induzindo a produção de anticorpos em quantidade dez vezes maior do que a encontrada em infecção naturalmente adquirida num prazo de dois anos. Importante destacar que o impacto da vacinação em termos de saúde coletiva se dá pelo alcance mínimo de 80% de cobertura vacinal, gerando uma “imunidade coletiva”, ou seja, reduzindo a transmissão mesmo entre as pessoas não vacinadas.