Pesquisa revela impacto da Copa do Mundo na retração do comércio catarinense

NegóciosPesquisa revela impacto da Copa do Mundo na retração do comércio catarinense

IRONMAN 70.3 Florianópolis: atletas da elite feminina falam sobre a primeira prova só de mulheres às vésperas da largada

Na coletiva deste sábado (17), em Jurerê Internacional, Djenyfer Arnold, Vittoria Lopes, Mikelle Coelho e as francesas Julie Iemmolo e Léa Riccoboni falaram sobre visibilidade e estratégia para a prova de domingo (18), que larga às 5h45.

Frio volta a SC com ciclone em alto-mar: mínima pode chegar a 0 °C na segunda e mar fica agitado no litoral

Defesa Civil prevê queda das temperaturas a partir de sábado (17), geada no Planalto Sul e no Meio-Oeste na segunda (19) e ondas de até 2,5 m em Florianópolis.

LIDE SC em São José: Décio da Silva, da WEG, detalha governança familiar e defende separar acionista e executivo

No encontro do LIDE Santa Catarina na Energiluz, nesta sexta-feira (16), o presidente do Conselho da WEG explicou como funciona a WPA e o conselho de família; painel reuniu Koerich, Docol, Ábaco, Herval, Nexti e Cota Real.

CODEPLAN inicia PPP de iluminação pública e cidades inteligentes para oito municípios do Planalto Norte

Reunião de abertura em Mafra, nesta sexta-feira (16), reuniu prefeitos, BRDE e o Consórcio Pontos de Luz; a previsão é de cerca de 18 meses até o leilão da concessão.

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O resultado da Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada pelo IBGE, revela que, em Santa Catarina, houve variação de 0,9% no volume de vendas em julho na comparação com o mesmo mês do ano anterior e de -6,3% na comparação com o mês anterior. No acumulado de 12 meses, entretanto, o volume de vendas reduziu-se de 3,3% em junho para 2,1% em julho. Quanto à receita nominal, a variação acumulada em 12 meses é de 8,4%; é o resultado mais baixo desde dezembro de 2006, quando fechou em 7,7%.

Para a Fecomércio SC, o resultado ainda é reflexo da realização da Copa do Mundo no país, mesmo que ela tenha se encerrado no dia 13 de julho. A redução de dias úteis para venda e a retenção da renda das famílias nas compras anteriores ao evento (televisores, por exemplo) ou na demanda por serviços relacionados à Copa (como ingressos de jogos, viagens, hospedagem, bares e restaurantes, etc.) foram fatores fundamentais para este resultado.

Além disso, estes números, estruturalmente, também estão associados a outras variáveis econômicas, como mercado de trabalho, que perdeu seu dinamismo de outrora, os rendimentos reais do trabalho que não crescem como antes, a inflação que se mantém beirando o teto da meta e o acesso ao crédito que se reduziu consideravelmente nos últimos anos.

Em Santa Catarina, por exemplo, houve queda de -7,6% no volume de vendas de móveis e -5,3% nas vendas de eletrodomésticos (ambos comparados com julho de 2013). Isso está associado ao percentual de domicílios com bens duráveis, como televisão, geladeira e máquina de lavar roupa, que aumentou exponencialmente na última década e, hoje, praticamente todos os domicílios catarinenses têm bens duráveis essenciais para vida moderna, o que impõe novos desafios para o comércio catarinense. Se antes a intenção maior era democratizar o consumo e consolidar um forte mercado interno, agora o desafio é diferenciar as vendas e buscar inovar. Soma-se, a isso, a urgência de uma reforma fiscal e trabalhista, capaz de retomar a competitividade do setor.